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Prezado coleccionador!

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Site exclusivo para antiguidades, coleccionismo e Objectos de arte, sem custos para publicar seus anúncios no site buscantiguidades ou abrir sua própria loja no site com sua logo e dados próprios o tempo que quiser, para vender, comprar, trocar sua colecção.

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Antiguidades, coleccionismo, Objectos usados, moedas, esculturas, selos, pintura, cartões postais, porcelana, objectos antigos, mobiliário, relógios, jóias antigas, colecções, cristais, livros usados, sebos, alfarrabistas, mapas, rádios, telefones antigos, cerâmicas, carros antigos, imóveis ruínas e muito mais.

Sucesso!

buscantiguidades – Leilões

Escrito por Allison Thompson

Há muitas coisas que, hoje em dia, as pessoas podem coleccionar como, por exemplo, revistas dos anos 50, talheres de prata, garrafas velhas e fotografias, todas consideradas antiguidades. É muito simples tornar-se coleccionador de antiguidades e, eventualmente, encontrará algo de que realmente gostará.

Coleccionar antiguidades é, certamente, um passatempo entusiasmante, especialmente para aqueles que encontram alguma coisa de que verdadeiramente gostam.

Se fosse, digamos um coleccionador de caixas de fósforos, pedia à sua família e amigos para ficarem atentos a caixas que possa acrescentar à sua colecção. Poderia até oferecer-lhes uma pequena recompensa por encontrarem peças novas para a sua colecção. Pode até ter a sorte de lhas oferecerem como presente.

Mas, agora, você quer decidir sobre o que vai iniciar a sua colecção. Isso é simples, procure algo de que goste e comece-a. Algumas pessoas podem decidir coleccionar molduras antigas de prata enquanto outras podem escolher coisas tão obscuras como bonecos do MacDonalds. Afinal, a escolha sobre o que vai coleccionar é sua.

Contudo, uma vez tomada a decisão sobre o que vão coleccionar, começa o verdadeiro divertimento. Rapidamente dará por si à procura para onde quer que vá e a olhar para as pequenas montras das lojas de antiguidades por onde passar. Esta é certamente uma grande faceta do coleccionismo.

Não só há o gozo pessoal em coleccionar mas, outra razão para coleccionar antiguidades é o valor potencial das peças que possuir. Pense só que tinha guardado aqueles pequenos carrinhos da Dinky Toys com as suas caixas que recebeu quando era pequeno. Ficaria surpreendido com os preços que conseguem alcançar nos leilões de antiguidades hoje.Texto retirado do site:

Feiras de Velharias na região de Lisboa

Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato (Belém)
Lisboa, Jardim Vasco da Gama – R. Vieira Portuense – 1º e 3º Domingo do mês, das 09h00 às 18h00

Feira da Ladra, Lisboa
Campo de Santa Clara – Terças-feiras e Sábados, das 06h00 às 18h00

Feira de Alfarrabistas e Coleccionismo do Chiado
Largo do Chiado – Lisboa – Sábado das 09h00 às 18h00

Mercado das Colecções (Mercado da Ribeira)
Mercado da Ribeira – Av. 24 de Julho – Domingo das 09h00 às 13h00 (no 2º Dom do mês até às 18h)

Feira de artesanato, antiguidades e velharias do Príncipe Real
Jardim França Borges – Príncipe Real – 1ª segunda-feira, das 10h00 às 18h00

Feira velharias de Carcavelos
Recinto do Mercado de Carcavelos – último domingo do mês

Feira velharias de Paço d'Arcos
Jardim de Paço d´Arcos – 3º Domingo

Feira de Artesanato e Velharias de Caxias
Jardim Municipal de Caxias (Junto à Estação da CP/REFER - Frente aos Jardins da Mata Real) – 2º domingo das 09h00 às 19h00

Feira das velharias de Algés
Jardim Municipal – 4º domingo, das 08h00 às 18h00

Feira de velharias do Barreiro
Largo Casal – Barreiro (Junto aos Penicheiros) – 1º sábado, das 09h00 às 17h00

Feira de Velharias e Antiguidades, Coleccionismo e Artesanato do Seixal
Praça 1.º de Maio – jardim da avenida marginal – 1º sábado, das 09h00 às 18h00

Feira de Artesanato e Antiguidades de Alhandra – Março a Dezembro
Praça 7 de Março – 2º sábado das 10h00 às 18h00

Encontro Mensal de Coleccionismo, Velharias e Alfarrabismo – Praça de Londres
Praça de Londres – Jardim Central – 2º sábado das 09h00 às 18h00

Feira de Antiguidades e Velharias Odivelas
Largo D. Dinis – 2º Domingo, das 09h00 às 17h00 (Inverno) das 09h00 às 19h00 (Verão)

Feiras de Antiguidades e Velharias de Sintra

Feira de S. Pedro de Penaferrim - Largo D. Fernando II - 1º sábado

Feira de S. João das Lampas - S. João das Lampas - 1º domingo

Feira da Terrugem - Terrugem - 2º sábado

Feira de Montelavar - Montelavar - 1º e 3º sábado

Feira de Antiguidades e Velharias de Colares - Av. Bombeiros Voluntários, 46 (Colares-Viva) - 2º sábado das 09h00 às 18h00

Feiras de Antiguidades e Velharias da região de Leiria

Alcobaça - Rua D. Pedro V (junto ao Mosteiro de Alcobaça) - 3º domingo

Pombal - Jardim Municipal - 3º sábado

Marinha Grande - Praça Stephens - 4º sábado, das 7h00 às 18h00

Vieira de Leiria - Largo da República - 4º domingo, das 7h00 às 18H00

Praia da Vieira - Largo 1º de Maio - 1º sábado, das 7h00 às 18h00

Batalha - Praça M. de Albuquerque - 2º domingo

Porto de Mós - Arcadas da Av. Sá Carneiro - 1ª sexta-feira, das 9h00 às 17h00

Leiria - Praça 5 de Outubro (junto aos jardins do Liz) - 2º sábado, das 9h00 às 18h00

Feiras de Velharias do Algarve

Albufeira - Largo 25 de Abril - 3º Sábado

Lagoa - Ferragudo - Centro da Povoação - 2º Domingo

Lagos - Barão de S. João - Centro Cultural (Rua da Mata) - 4º Domingo

Loulé - Almancil - Junto à Escola C+S - 2º e 5º Domingo

Monchique - Largo de S. Sebastião - 4º Domingo

Olhão
1º Domingo - Fuzeta - Junto ao Parque de Campismo.
4º e 5º Domingo - Quelfes - Mercado Municipal em frente à Escola EB1.

Portimão
- Parque de Feiras e Exposições - 1º e 3º Domingo

São Brás de Alportel - Polidesportivo de São Brás de Alportel - 3º Domingo do mês.

Feira de Velharias e Numismática de Vila Real de Santo António - Praça Marquês de Pombal - 2º Sábado, das 10h00 às 18h00

Monte gordo - Avenida Infante D. Henrique - 4º Sábado

Feiras de Velharias na região do Porto

Feira de Antiguidades e Velharias do Porto

Porto, Praça Francisco Sá Carneiro - 3º sábado de cada mês das 09h00 às 18h00

Mercado Porto Velho (Porto)

Porto, Praça Carlos Alberto (Aos Leões) - de Junho a Setembro todos os sábados de cada mês das 14h00 às 19h00

Feira da Vandoma antiga Feira dos Aflitos (Porto)
Porto, Passeio das Fontainhas (por baixo da Ponte do Infante) - todos os sábado - das 06h00 às 13h00

Feira das colecções (Porto)
Porto, Praça D. João I - domingos das 09h00 às 13h00

Feira de Velharias do Centro Recreativo da Foz do Douro
Ao Passeio Alegre - Centro Social (Casa do Jardim) - 1º sábado das 10h00 às 18h30

Feira de Velharias da Paróquia de Cedofeita
Parte debaixo da Igreja nova de Cedofeita - 1º sábado

Feiras de Antiguidades e Velharias de Sesimbra

Feira de Antiguidades e Velharias Quinta do Conde - Mercado Municipal da Quinta do Conde - 2º Sábado

Feira de Antiguidades e Velharias Sesimbra - Largo da Marinha na Vila de Sesimbra - 3º Domingo

Feira de Antiguidades e Velharias Cabo Espichel - (Abril a Outubro) - Domingo das 10h00 às 18h00

Feira do Disco e do Livro Antigo (Sesimbra), no largo da Marinha - 2º Domingo

Feira de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Pinhal Novo
Topo Sul (Alameda Alexandre Herculano) - Domingo entre as 09h00 e as 17h00

Mostra de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Setúbal
Avenida Luísa Todi - 1º, 3º e 5º sábado entre as 08h00 e as 17h00

Feira de Velharias e Antiguidades de Guimarães
Paços do Concelho (Claustros da Câmara) - 1º sábado entre as 08h00 e as 13h00

Feira de Velharias e Antiguidades de Braga
Claustros da Rua do Castelo - 1º domingo entre as 09h00 e as 13h00

Feira de Antiguidades e Velharias de Viana do Castelo
Jardim D. Fernando (Junto à marina) - 1º sábado entre as 10h00 e as 18h00

Feira de Antiguidades Velharias & Coleccionismo (Torres Novas)
Praça 5 de Outubro,(em caso de mau tempo, muda para as instalações do mercado semanal), em Torres Novas - 4º domingo de cada mês

Feira de Velharias e Antiguidades de Abrantes - Praça Barão da Batalha - 1º sábado das 09h00 às 13h00

Feira Franca Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias (Figueira da Foz) - Jardim Municipal - 1º sábado das 08h30 às 19h00

Feira das Velharias de Coimbra - Praça do Comércio, em Coimbra - 4º sábado do mês entre as 10h00 e as 19h00

Feira Sem Regras de Coimbra - Convento de Santa Clara a Velha - 1º sábado das 10h00 às 22h00

Feira das Velharias (Aveiro)
Na Pç. Melo Freitas, Pç. do Peixe, Pç. 14 de Julho e R. Tenente Resende - 4º domingo de cada mês, entre as 8h00 e as 18h00

Feira de Trastes e Velharias da Maia
Mercado Municipal Coronel Moreia, Vila do Castelo na Maia - 2º domingo de cada mês das 10h00 às 19h00

Feira de Antiguidades e Velharias de Santo Tirso - Praça 25 de Abril - 2º sábado

Feira de Antiguidades e Velharias de Ponte de Lima
Avenida dos Plátanos - Ponte de Lima - 2º domingo de cada mês das 8h00 às 18h00

Feira de Velharias de Miranda do Corvo - Praça José Falcão - 1º domingo, das 9h00 às 17h00

Mercado de Velharias e Antiguidades (Évora) - Largo 1º de Maio frente à Capela dos Ossos - 2º domingo de cada mês

Feira de Antiguidades e Velharias de Elvas - Centro histórico de Elvas - todas as segundas-feiras

Feira de Antiguidades e Velharias de Estremoz - Centro da cidade - todos os sábados

Feira de Coleccionismo do Funchal - D Regional da Juventude - 1º sábado, das 10h00 às 15h00

Feira de Antiguidades de Alverca do Ribatejo - 1º sábado

Feira de Antiguidades e Velharias de Vila Real - Câmara Municipal - 1º sábado

Feira de Antiguidades e Velharias de Peniche - Centro da cidade - 1º sábado

Feira de Antiguidades e Velharias de Rio Maior - Praça da Republica - 1º sábado

Feira das Velharias das Caldas da Rainha - Jardim D. Carlos I - 2º domingo, das 8h00 às !8h00

Feira das Antiguidades da Lourinha - Junto da Igreja - 2º sábado, das 8h00 às 18h00

Feira dos Peludos - Feira de Antiguidades e Velharias de Espinho
Espaço entre as ruas 27 e 41 na Avenida 24 ao lado do Pav. Multimeios - 1º domingo, das 09h00 às 18h00

Feira das Velharias de Óbidos - Cruzeiro da Memória - 1º domingo das 08h00 às 19h00

Feira de Antiguidades e Velharias da Lourinhã - Largo D. Lourenço Vicente - 2º sábado

Feira de Velharias em Benavente - em frente à igreja - 4º sábado das 09h00 às 17h00

Entroncamento - Feira de Antiguidades e Coleccionismo, junto ao Pingo Doce - 1º domingo

Feira de Velharias da Mealhada, junto à Capela Santa Ana - 1º domingo

Feira Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias da Cidade de Castelo Branco
Avenida Nuno Álvares, na cidade de Castelo Branco - 3º domingo, das 09h00 às 17h00 (Inverno) das 09h00 às 19h00 (Verão)

Texto retirado do site:

Desde os símbolos do amor como os Anéis de Noivado até aos símbolos do compromisso como as Alianças de Casamento, a joalharia antiga contém um certo charme que não se compara à joalharia contemporânea.

As jóias antigas ou as jóias clássicas são tesouros do passado, um vislumbre e um exemplo perfeito da beleza de uma era passada. A joalharia antiga tem aquela aura especial que nos atrai. É difícil apontar ou precisar exactamente o que é que nos atrai para a joalharia antiga. Talvez por causa da história da peça, ou o seu valor histórico ou o seu apelo elegante, mas o que quer que seja, a joalharia antiga nunca passa de moda.

O que é extraordinário na joalharia antiga/clássica é que o seu valor nunca diminui, aumenta sempre com o tempo. Algumas peças podem tornar-se elementos de uma colecção ou de um museu e podem alcançar uma pequena fortuna. Com o passar do tempo o seu valor sobe e a sua importância torna-se proeminente. A joalharia antiga também se destaca ao ser colocada lado a lado ou em conjunto com joalharia moderna.

Mas encontrar autêntica, verdadeira joalharia antiga é muito difícil. Joalharia antiga nunca é vendida em centros comerciais e os joalheiros raramente as têm disponíveis. Os únicos momentos em que a pode ver é em exposições de colecções privadas ou reuniões de sociedade. O único modo de adquirir jóias autênticas e originais é através de herança, quando as jóias são passadas como relíquia de família ou durante leilões de joalharia ou vendas ocasionais de proprietários/coleccionadores de joalharia clássica.

As peças originais de joalharia antiga são também copiadas e reproduzidas por muitos joalheiros. Muitas vezes vendem-nas afirmando que são exemplares originais de joalharia antiga. Por vezes, é difícil dizer se uma peça é original ou não. Portanto, é importante que compre as jóias antigas apenas a comerciantes e joalheiros reputados, que tenham provado o seu valor no comércio da joalharia antiga. É também importante fazer alguma pesquisa antes de comprar uma peça antiga. Pode fazê-lo facilmente na sua biblioteca local ou na Internet. Os leilões têm muitas vezes catálogos ou folhetos que o ajudarão a compreender, identificar e a conhecer a história e os detalhes de cada peça.

Em resumo, procurar e comprar torna-se uma grande experiência assim que conheça o negócio das jóias por dentro e por fora. Tesouros antigos, exóticos e únicos abundam, tudo o que tem que fazer é encontrá-los. E no momento em que encontrar um, a alegria que ele lhe dará nos anos que se seguirem terá valido todo o esforço.

Texto retirado do site:

Você é um coleccionador de antiguidades? Você é um verdadeiro coleccionador que procura uma antiguidade específica tal como uma certa peça de mobília, um carro único, ou talvez uma pintura antiga que lhe agrade em particular? Se é, então sabe que nem sempre é fácil encontrar os artigos que procura, especialmente se não souber onde procurar.

Talvez goste apenas de comprar diversas antiguidades numa escala mais pequena. Isto poderia incluir coleccionar peças mais pequenas tais como brinquedos ou estatuetas. Podem-se comprar muitos tipos diferentes de arte antiga e até uma grande variedade de livros antigos. A chave é saber onde encontrar todas as grandes peças que há por aí.

Encontrar as suas antiguidades

Portanto, a grande pergunta que muitos coleccionadores fazem é onde encontrar as boas peças. O que torna um coleccionador de antiguidades diferente é o facto de, não importa quanto dinheiro tenha, não pode simplesmente ir ao centro comercial e comprar o que pretende. Literalmente, encontrar os tesouros que procura pode ser tão difícil como “manteiga em nariz de cão”.

Quando anda à procura de antiguidades coleccionáveis mas não uma ideia precisa do quê, ou se não quer gastar muito dinheiro, então um mercado de rua é o local ideal para fazer compras. Contudo, se procura algo específico, então há páginas na Internet que lhe podem indicar o local onde as encontrar.

Procurar na Internet

Há muitas páginas na Internet onde pode procurar antiguidades. Uma coisa maravilhosa na Internet é que traz até si um mundo muito maior. BUSCANTIGUIDADES.COM é uma página que o ajuda a encontrar uma peça específica indicando-lhe com precisão onde procurar.

Ebay é outra página muito popular para procurar coleccionáveis. No eBay há pessoas de todo o mundo comprando, vendendo e trocando artigos de colecção e antiguidades. Outro aspecto estupendo em encontrar os seus artigos de colecção “online” é a maior variedade da que encontraria na venda ou exibição local. Se não tem em mente uma peça específica, mas procura em certas categorias como livros, moedas, ou pinturas, websites na Internet, como o BUSCANTIGUIDADES.COM, são um óptimo lugar para procurar este tipo de antiguidades. Joalharia antiga ou louça são artigos também muito populares entre os coleccionadores e podem ser encontrados neste website. É uma das mais maneiras mais fáceis e rápidas para comprar artigos de colecção.

Filiar-se em clubes ou grupos

Pode igualmente verificar se a sua cidade tem um clube ou grupo de coleccionadores onde se possa filiar. Este poderia ser um modo para se encontrar com outras pessoas que partilham a sua paixão e que poderão guiá-lo a alguns dos melhores lugares para encontrar o que procura. Se não há nenhum na sua cidade, porque não começar você um?

Para muitas pessoas, coleccionar antiguidades, é uma paixão. Pode acontecer que, encontrar as peças certas nem sempre seja fácil. Contudo, com perseverança e paciência, acabará por encontrar aquela antiguidade perfeita antiga que procura.

Texto retirado do site:

As antiguidades podem na verdade fazer com que uma casa pareça imponente e sofisticada se souber o que está a fazer. Contudo, há sempre a possibilidade de se enganar pelo que é necessário uma pesquisa prévia de modo a fazer bem as coisas e a beneficiar a sua casa.

Alguma vez pensou em utilizar antiguidades para melhorar a sua casa? Algumas pessoas consideram as antiguidades um pouco fora de moda e nunca pensariam em as ter nas próprias casas, no entanto, elas podem dar um toque de sofisticação sem parecerem intrusivas.

Como fazer com que as antiguidades o beneficiem

De um modo geral as antiguidades são associadas às casas velhas. No entanto, cada vez mais pessoas estão a começar a utilizá-las nas suas casas modernas à medida que descobrem que elas podem, na verdade, animar o espaço onde vivem. Pode comprar antiguidades numa grande quantidade de sítios e é até possível que as encontre no mercado de rua local.

Portanto, o que é que se pode classificar como antiguidade? Bem, geralmente uma antiguidade é “velha”. Pode parecer óbvio mas pessoas ainda hesitam sobre quanto é que uma coisa tem de ser velha para ser considerada uma antiguidade. A melhor maneira de saber quantos anos uma coisa tem é levá-la a um avaliador. Eles poderão dizer-lhe de que período é, o que lhe dirá qual a idade. Deverão também dizer-lhe o seu valor, e as antiguidades são geralmente bastante valiosas! Portanto, assim que comece a perceber o que é uma antiguidade, é então que será capaz de encontrar as coisas diferentes e variadas para a sua casa, que lhe darão aquele pequeno ar antigo.

As diversas antiguidades que escolher podem incluir algumas em perfeito estado mas, por vezes, as pessoas preferem algo que mostre a idade.

Talvez algo a que falte um pequeno detalhe se ajuste melhor à sua casa? Talvez ande à procura de uma antigo guarda-fatos ou uma cómoda antiga? Hoje em dia, parece ser hábito ter uma cadeira antiga ou peça a condizer na sala de estar. Pode comprar estas peças num antiquário.

Um dos aspectos mais importantes a ter em mente é que as antiguidades têm a capacidade de ficar bem num conjunto moderno mas também têm a potencialidade de ficar mal. Nunca deve comprar nada só porque é velho. Se o fizer, corre o risco de ter em casa uma antiguidade que deitará abaixo todo o tom da sala. Ao entrar as pessoas serão de imediato atraídas pela feia antiguidade, num canto. Portanto, certifique-se que fica bem e que se ajustará à restante decoração.

Normalmente, é fácil errarmos com as antiguidades mas, se despender algum tempo a pesquisar, adquirirá a capacidade de fazer com que a sua casa pareça fantástica. Gaste algum tempo à procura nos antiquários, se puder, vá a feiras de antiguidades e a leilões. Aprenda a reconhecer o que está e não está na moda e fique com a noção do que ficará bem na sua casa. As antiguidades podem ficar bem mas, você tem de saber o que está a saber.Texto retirado do site:

Quando se fala de relógios antigos, referimo-nos normalmente a relógios mecânicos feitos há cinquenta anos ou mais. Os relógios antigos não são lá muito bons a medir o tempo mas, em vez disso, são óptimos presentes ou belas peças de decoração.

O negócio de relógios antigos vale biliões de Euros. Contudo, como à uma grande quantidade de imitações no mercado, comprar um relógio antigo exige uma pesquisa cuidadosa.

Uma breve história do tempo

Algum conhecimento de relógios mecânicos ajudará muito a avaliar a data aproximada de fabrico do relógio antigo.

1500 Peter Henlein, na Alemanha, criou o primeiro relógio de bolso

1660 Christian Huyguens inventou o “remontoir”

1680 é patenteado o mecanismo de repetição para sinos e sons

1700 são utilizados rubis nas partes móveis dos relógios

1750 é utilizado esmalte nos mostradores dos relógios

1800 primeiro relógio de corda

1840 primeiro relógio de dar corda e acertar através da coroa

1914 a I Grande Guerra populariza o relógio de pulso

1914 primeiro relógio de pulso com alarme

1926 primeiro relógio de pulso à prova de água

1956 primeiro relógio a mostrar o dia e a data

1960 primeiro relógio com mostrador à prova de riscos

Origens de relógios antigos

Encontram-se disponíveis relógios antigos de muitas marcas bem conhecidas tais como Rolex, Omega, Universal Geneve, Angelus, Vacheron & Constantin, Seiko, Benrus, Breitling, Gruen, Zodiac, IWC, Movado, TAG Heuer, Hamilton, Ingersoll, Shakosha (Companhia Japonesa de relógios Citizen) Gallet, Wittnauer, Bulova etc. Há uma grande quantidade de fontes de relógios antigos à venda online. Podem fazer-se boas compras em leilões e mercados de usados mas a autenticidade destes relógios antigos é discutível.

A manutenção de relógios antigos

A manutenção de um relógio antigo é muito difícil. As peças sobresselentes não se encontram com facilidade e os relógios antigos não podem ser reparados em todos os relojoeiros. Portanto, certifique-se que o vendedor garante a reparação se tal for necessário. A maioria dos relojoeiros proporciona manuais de manutenção para os relógios antigos. Seja cuidadoso ao seguir as instruções.

O custo de um relógio antigo

Há relógios antigos disponíveis em qualquer lado a preços entre 300 e milhões de euros dependendo do fabrico, data do fabrico, história do relógio e das jóias nele embutidas. O preço de mercado do relógio antigo é estabelecido pela sua beleza e aceitação social.

Os relógios antigos são prendas maravilhosas e dão a quem o usa um ar distinto e artístico. Os relógios antigos combinam apelo artístico e encanto nostálgico. Contudo, os relógios antigos são geralmente caros e necessitam de manutenção e atenção cuidadas.Texto retirado do site:

As antiguidades são largamente coleccionadas e, como tal, muito valiosas. Tudo o que seja antigo, desde peças em vidro a quadros e mesmo mobília, são passatempos de eleição para muitos coleccionadores. Se colecciona antiguidades de qualquer tipo, quererá que estejam tão protegidas como qualquer outro artigo da sua casa. Esta é uma das razões porque precisará de uma avaliação das suas antiguidades.

Quando se trata de proteger os seus investimentos contra roubo, fogo ou azar, poderá precisar de uma avaliação para garantir um seguro para as suas valiosas antiguidades. Uma vez que as colecções nem sempre estão cobertas por um seguro geral de recheio de habitação, muitas indivíduos não se apercebem de que poderão ter de adquirir uma adenda à sua apólice se quiserem proteger os seus investimentos.

Uma adenda é apenas uma apólice adicional, que é acrescentada ao seu seguro de recheio e protege os artigos cobertos no caso de sinistro. Ao segurar todo o recheio, incluindo antiguidades, a companhia de seguros quererá saber o valor das peças cobertas. Para isso, é muitas vezes necessário obter uma avaliação profissional de cada peça antiga que quiser incluir na adenda. Esta avaliação das antiguidades pode ser apresentada ao agente de seguros, que a copiará e lhe devolverá o original para guardar nos seus arquivos.

Uma avaliação das antiguidades, tal como qualquer outra, conterá uma imagem ou imagens das peças a avaliar, uma descrição e um valor para cada peça em separado ou do grupo na sua totalidade. Ao procurar uma avaliação das antiguidades, é melhor escolher um profissional que tenha muita experiência no campo das antiguidades. Contudo, não uma experiência qualquer, mas uma experiência no campo relacionado com as suas peças. Por exemplo, não quereria um perito em mobílias a fazer uma avaliação das suas peças de vidro. Em vez disso, você confiaria muito mais numa avaliação feita por um perito nesse campo.

Uma avaliação de antiguidades pode ser cara, pelo que é importante procurar e comparar preços de diferentes profissionais. É importante gravar em vídeo toda a sua colecção, bem como tirar as suas próprias fotografias e descrever por escrito cada peça antes de as entregar a um avaliador. Se o impensável acontecer e a sua colecção se perder, for danificada ou roubada, ficará contente por ter uma avaliação das antiguidades e as tiver coberto com uma adenda à sua apólice de recheio da habitação. Nalguns casos, antiguidades ou outros artigos coleccionáveis podem estar cobertos por uma apólice geral e não exigirem uma adenda em separado, mas este é um caso que é melhor verificar com cada uma das companhias de seguros.Texto retirado do site:

O comprador de bens furtados, mesmo que alegue não ter conhecimento da origem criminosa destes objectos, é passível de ser acusado de "receptação", crime punível pelo artigo 231.º do Código Penal. É que o mesmo Código prevê o dever de informação prévia sobre a legitimidade da proveniência do objecto.

Eis alguns tópicos simples que o poderão ajudar a não infringir a lei:

1 - Desconfie das chamadas "pechinchas", ou seja, quando o preço pedido pelo objecto não equivale ao seu valor real no mercado.

2 - Certifique-se da identidade e do endereço do vendedor e registe estes dados.

3 - Consulte as listagens de obras de arte furtadas inseridas na página da Internet da Policia Judiciária e no volume "OBRAS DE ARTE MAIS PROCURADAS" da Directoria da Polícia Judiciária de Lisboa.

4 - Se ainda assim a sua incerteza se mantiver, não compre.

Se tiver razões para acreditar que determinada peça que se encontra à venda é furtada, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade.

Se encontrar um objecto seu furtado à venda, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade, antes de se confrontar com o comerciante.

Se tiver alguma informação sobre actividades ou pessoas ligadas a furtos desta índole, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Não será imprescindível identificar-se.Texto retirado do site:

Todos os anos a Polícia Judiciária recupera centenas de objectos furtados. Mas, por vezes, torna-se difícil identificar os respectivos proprietários.

Eis algumas medidas preventivas muito simples que poderão fazer toda a diferença e prestar-lhe uma enorme ajuda se algum dia precisar de recuperar um objecto que lhe foi furtado:

1 - FOTOGRAFE AS SUAS PEÇAS OU REGISTE A SUA IMAGEM EM VÍDEO:

Mostre o objecto de vários ângulos e a diversas distâncias;
Coloque uma régua ou pequena escala junto do objecto;
Ponha em evidência características que individualizem a peça: marcas, inscrições, defeitos, danificações, etc.
No caso de quadros, mostre a frente e o verso;
Se fotografar, use a luz do dia em vez do flash. Se precisar absolutamente de usar flash, tente evitar reflexos.

2 - MARQUE A PEÇA DE PREFERÊNCIA DE MODO APARENTEMENTE NÃO VÍSIVEL, SÓ PERCEPTÍVEL A QUEM TENHA CONHECIMENTO DO FACTO

3 - FAÇA UMA BREVE DESCRIÇÃO DAS SUAS PEÇAS QUE INCLUA:

Tipo do objecto Materiais e técnicas Medidas Inscrições e marcas Títulos e assuntos Autores Data ou época de fabrico Se seguir todas estas indicações, o resultado será uma ficha mínima e individual da peça que funcionará como uma espécie de bilhete de identidade do objecto.

4 - GUARDE ESTA DOCUMENTAÇÃO EM LOCAL SEGURO

Não guarde a documentação no interior de algo que possa ser furtado.

5 - SE ENCONTRAR UM OBJECTO SEU FURTADO À VENDA:

Nesta situação contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade, antes de se confrontar com o comerciante.

Se tiver razões para crer que determinada peça que se encontra à venda é furtada, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade.

Se tiver alguma informação sobre actividades ou pessoas ligadas a furtos desta índole, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Não será imprescindível identificar-se.Texto retirado do site:

Escrito por Ricky Alberta

Limpar peças de vidro e porcelana antiga deve ser feito com o maior dos cuidados. Antes de lavar a sua peça de porcelana deve remover primeiro a poeira e a sujidade. Para porcelana antiga não restaurada pode usar um pincel macio para retirar a sujidade e um detergente suave de máquina para a lavar. Nunca use detergentes abrasivos ou ponha a porcelana na máquina de lavar. Nunca mergulhe completamente a porcelana em água, é melhor usar um pano húmido para limpar as peças de porcelana. Esfregue e limpe com movimentos suaves. Se a peça de porcelana não tem manchas, é melhor deixá-la como está e utilizar um método de limpeza a seco. Enquanto limpa a sua peça antiga deve ter o cuidado extra de a colocar sobre uma toalha ou tecido macios.

Se houver necessidade de remover manchas da porcelana antiga pode usar algodão embebido em água oxigenada (20% vol) e amónia. Se necessário pode voltar a humedecer os pedaços de algodão durante a limpeza.

O vidro nunca deve ser limpo numa máquina de lavar ou utilizando detergente abrasivo. Lave uma peça de cada vez utilizando detergente suave de máquina ou água tépida. Utilize um balde ou uma bacia de plástico para lavar as peças de vidro.

Antes de limpar o vidro, tire qualquer jóia que tenha nas mãos tais como anéis e pulseiras para não ocorra a possibilidade de riscar a sua peça. Se a água for muito alcalina, pense em utilizar água engarrafada ou filtrada em vez da água da torneira. Deve também colocar as peças lavadas e a secar sobre toalhas ou panos macios.

Se o vidro que está a limpar estiver manchado por álcool ou uso de água alcalina, pode utilizar ácido cítrico ou vinagre branco com água tépida para o limpar.

Para o vidro com aspecto embaciado, o que não é de estranhar, pasta de dentes ou branqueador de dentes dá bons resultados. Basta pôr um pouco de pasta no dedo e esfregar suavemente. Esta acção também removerá manchas de tabaco por estar numa casa onde há fumadores.

Para vidro com depósitos minerais ou químicos, pode utilizar o mesmo detergente que usa para limpar os depósitos de calcário que usa para limpar a banheira ou os azulejos. Apesar disso, certifique-se que enxagua rapidamente o detergente.

Ao limpar o vidro, é muito importante usar apenas água tépida. Água muito quente ou muito fria pode estalar o vidro.

Tenha cuidados extras com vidro muito caro ou vidro antigo trabalhado, vidro facetado ou pintado. A limpeza pode danificar as superfícies. Para vidro muito frágil como esse, talvez seja melhor consultar um limpador profissional.

Evite usar ácidos fortes ao limpar vidros mais velhos uma vez que eles podem corroer o vidro e estragar o aspecto do vidro.

Depois de limpar as suas antiguidades sejam elas de vidro ou de porcelana deixe-as secar ao ar, depois use uma toalha macia, sem linho, para secar cuidadosamente qualquer excesso de água.

Com uma limpeza e manuseamento cuidados, o seu vidro ou porcelana antiga permanecerão belos durante anos.Texto retirado do site:

Tópicos úteis para uma melhor segurança

Apresenta-se aqui uma listagem de tópicos considerados úteis para a segurança das colecções. Não tem o propósito de ser exaustiva, nem a pretensão de dar indicações que subitamente resolvam problemas de segurança. Até porque – e isso importa sublinhar - os problemas de segurança nunca estão definitivamente resolvidos; pelo contrário, necessitam de constante e renovada atenção.

Os tópicos assim enumerados, embora muitas vezes explicitamente se refiram apenas a "museus", aplicam-se a muitos outros espaços e entidades que alberguem objectos de arte - sobretudo se estiverem abertos ao público - como Igrejas, Conventos, Palácios e Casas Senhoriais públicos ou privados, Bibliotecas, Associações Culturais, Galerias, toda uma vasta variedade de Edifícios Públicos, etc.

  1. A segurança dos museus e de todas as entidades que tenham à sua guarda objectos de arte deverá ser alvo de uma abordagem global, que em nenhum momento perca de vista os muitos aspectos da questão. Por motivos didácticos poderemos dividir esta abordagem em dois níveis principais: o nível técnico - dispositivos de segurança, barreiras físicas, alarmes, etc. – e o nível organizacional, que começará pelo inventário da colecção e passará, por exemplo, e entre muitas outras coisas, pela divisão do museu em sectores diferenciados em termos de segurança. Quanto maior for a coesão equilibrada destes dois níveis, mais fácil se tornará o controlo global e permanente da segurança.
  2. Consulte, nestas páginas, Aos PROPRIETÁRIOS DE OBRAS DE ARTE/ PÚBLICO EM GERAL aí encontrará tópicos muito simples para efectuar o que poderemos designar como a FICHA MÍNIMA da peça. O conjunto de fichas constituirá o inventário sumário da colecção, que é imprescindível e constitui a pedra basilar para a segurança e controlo de qualquer acervo.
    Numa colecção já com alguma dimensão importará sistematizar os dados do inventário por ordem sequencial, em fichas informatizadas e/ou em formato papel, com a(s) respectiva(s) imagens. A marcação das peças terá de ser numérica e visível, pois obedece a critérios que implicam não apenas aspectos de segurança. Além disso, em cada ficha individual de inventário deverão constar campos de preenchimento relativos a todas as saídas e movimentos da peça, que permitam um controlo permanente da sua localização e presença efectivas.
  3. É importante partir do princípio que não há fórmulas fixas nem soluções absolutas para os problemas da segurança. Cada caso é um caso e a entidade deve equacionar as suas necessidades de protecção específicas: não só estudar os seus pontos fracos e os perigos reais que terá de enfrentar, mas também aproveitar os seus pontos fortes. Em todas as fases desta análise deve recorrer ao conselho de especialistas.
  4. Os gestores/responsáveis por colecções, directores, administradores, arquitectos e desenhadores devem ter sempre em linha de conta que os dispositivos de segurança integrados no momento da planificação do museu não só são menos dispendiosos que os instalados mais tarde, como também são mais eficazes. É também durante a fase do projecto de construção que se podem resolver melhor os problemas - por vezes contraditórios - das protecções contra o fogo, o furto e a deterioração ambiental.
  5. Já que mais de 70% de todos os furtos ocorrem por intromissão através de janelas e portas (sendo os restantes feitos através de telhados, paredes, etc.), torna-se fundamental limitar o número das mesmas ou dificultar ao máximo a possibilidade da sua abertura/arrombamento.
  6. Por maior que seja a variedade de sistemas de protecção contra o roubo à venda no mercado, tal não implica que os museus se vejam condicionados por essa escolha. Perante necessidades específicas e particulares, pode ser mais útil enunciar especificações concretas com a ajuda de especialistas e pedir soluções adaptadas às firmas comerciais.
  7. Os museus com recursos muito reduzidos não devem desesperar na sua procura de obtenção de segurança. Existem muitos tipos de dispositivos bastante baratos que podem ser montados com materiais de tipo corrente, permitindo uma exposição adequada e protegida. Além disso, pequenos museus com estas características terão toda a vantagem em unir-se, em planos de nível regional ou nacional para, em conjunto, poder aceder às melhores fontes de informação técnica e equipas especializadas.
  8. A eficácia dos tradicionais meios mecânicos de segurança proporcionados pelas barreiras físicas – portas metálicas, fechaduras de segurança, janelas protegidas – não deverá ser menosprezada, dada a tendência actual para confiar totalmente nos sistemas electrónicos, em detrimento de enfrentar o problema da segurança na sua globalidade. Torna-se necessário encontrar soluções satisfatórias que combinem sistemas mecânicos e electrónicos de protecção.
  9. Em nenhum caso se deverá confiar exclusivamente num único sistema de protecção. O maior grau de eficácia será atingido através da combinação de dispositivos que funcionem segundo princípios de detecção diferentes e tenham distintas áreas de cobertura – periférica, volumétrica, pontual - .
  10. A ocorrência de furtos em espaços deste tipo constitui uma ameaça que poderá ter origem externa, mas também interna à própria organização. A escolha de todo o pessoal do museu, assim como de todos os seus colaboradores deverá por isso, naturalmente, ser criteriosa.
  11. A segurança deverá ser encarada como uma questão que, por mais bem solucionada que esteja num determinado momento, não deverá nunca considerar-se solucionada para sempre. A programação da segurança deverá ser contínua, nomeadamente através de planos de médio/longo prazo, por exemplo de três a cinco anos.
  12. A vigilância humana é fundamental. De facto, os dispositivos de segurança só funcionam quando apoiados em pessoas. Os alarmes não resolvem emergências de segurança, detectam-nas. Os alarmes não substituem guardas: uma vez accionados, precisam de assistência. Dado que as limitações financeiras condicionam enormemente o número de vigilantes, torna-se muito importante que o próprio museu aposte e invista directamente na formação e motivação destes funcionários.
  13. Vinte e quatro horas de vigilância são recomendáveis não só para impedir grandes lapsos de tempo – um fim-de-semana, p. ex., - entre a ocorrência de um eventual furto e a sua descoberta, como para detecção de sinais de emergência relacionados p. ex. com ruídos suspeitos, assim como fugas de água, inícios de incêndio, etc., muito antes de ser accionado qualquer alarme.
  14. Após o encerramento, deverão inspeccionar-se os recintos em busca de pessoas que não tenham saído, pois ladrões assim escondidos constituem uma ameaça crescente em espaços deste tipo.
  15. A segurança das peças não deve ter limites espaciais ou temporais, mesmo fora das paredes do museu. De facto, há a registar um número substancial de furtos de peças quando em trânsito, ou armazenadas noutro local, por motivo de exposição temporária, empréstimo, restauro, etc. A segurança deve ser contínua e acompanhar a peça ininterruptamente no seu percurso. Deverá ocorrer um controlo dos pontos intermédios e não só do destino final. (Nalguns casos em que se justifique, o transporte pode ser realizado com a protecção da GNR). Assim, as acções atrás referidas como empréstimos, restauros, etc., só deverão efectuar-se em instituições acreditadas e que possam assegurar condições de segurança tão boas ou melhores que as do próprio museu. Este poderá solicitar informação periódica sobre a peça à entidade para onde transitou a peça.
  16. Peças importantes sobre as quais subitamente é chamada a atenção - por participarem em exposições de grande divulgação ou por outros motivos, como p. ex. restauro ou simples inventariação nacional - são peças particularmente vulneráveis do ponto de vista da segurança, a que é imprescindível atender com medidas reforçadas. Com efeito, há vários casos de peças que - após dezenas ou centenas de anos de permanência normal nas suas instituições de origem - são repentinamente alvo de furto nesses mesmos locais, num período imediatamente subsequente a acções como as referidas. (No que diz respeito a exposições de grande divulgação, há casos de peças que foram apenas alvo de convite, sem chegar a nelas participar)
  17. Deve fazer-se uma inspecção diária dos objectos expostos com ajuda de listas de controlo. Em museus de média dimensão tal procedimento deverá, de preferência, ser levado a cabo por um dos membros da equipa de conservação, devendo os vigilantes fazer outro tanto na sua área, ao entrar e servir de serviço.
  18. Está provado que actos de vandalismo são encorajados por evidência de anterior vandalismo. Assim, deverão ser tomadas medidas imediatas para remover qualquer sinal de vandalismo precedente.
  19. Deve antever-se a possibilidade de que um fogo possa constituir um estratagema para encobrir um furto, ou de que possa ocorrer um furto espontâneo durante a confusão gerada pelo fogo. Tal não invalida que, perante reais perigos simultâneos de fogo e furto, se deva dar prioridade no combate ao primeiro, já que nunca nos poderemos esquecer que o fogo pode pôr em risco vidas humanas (para além do facto de um objecto furtado poder vir a ser recuperado no futuro).
  20. MEDIDAS PÓS - FURTO

Preservação do local: Não mexer nem deixar mexer em nada que possa ter sido tocado pelo assaltante. Comunicação imediata à autoridade – escritos e fotográficos - da peça, para facilitar a sua identificação/recuperação e dificultar a sua circulação no mercado.

RECINTOS DE CULTO RELIGIOSO

De todas as entidades que albergam objectos de arte, os mais flagelados pelo fenómeno do furto são, como se sabe, os locais de culto católico, até porque a Igreja é detentora de cerca de 70% do património artístico português.
A maior incidência destes furtos ocorre durante o dia, por insuficiente ou inexistente vigilância; seguem-se os furtos por arrombamento no período nocturno e, ainda em número significativo, os furtos por escalamento (telhados, torres e janelas), também durante a noite. Há também a registar um modus operandi criminal frequente neste sector, que consiste em substituir ilicitamente esculturas sacras antigas por novas, semelhantes, aquando de operações de restauro.

Assim, para além dos tópicos atrás referidos, haverá que atender especificamente a:

1. Criação de condições que dificultem o acesso à(s) torre(s) (sineiras) e telhados e, daí, ao interior da igreja, para além do acesso através de portas e janelas, que deverão ser resistentes e estar devidamente protegidas (grades, fechaduras eficazes, alarmes).

2. Solicitação às forças de segurança para passagens rotineiras.

3. Deverá ocorrer a presença física permanente de vigilante que, durante o horário de abertura, deverá ter especial atenção:

4. aquando de visitas turísticas ou de forasteiros e em cerimónias especiais; a objectos que se encontrem junto às portas de saída, altares laterais, etc.

5. Deverá haver um controlo eficaz de chaves

6. Aquando de procissões, haverá que ter atenção a todo o percurso, sobretudo pontos "mortos" intermédios ou finais, em que se deixem imagens e alfaias litúrgicas momentaneamente em local deficientemente vigiado.

7. Toda e qualquer movimentação de peças deverá ser cuidadosamente controlada e a escolha de pessoas que com elas lidam – seja por ocasião de restauro, transporte, procissão, etc., - deverá ser criteriosa. Texto retirado do site:

RAFAEL BORDALO PINHEIRO

Desenhador, ceramista: 1846 - 1905

Cristina Vaz

QUANDO TUDO ACONTECEU...

1846: Nasce em Lisboa. - 1857: Nasce o irmão Columbano. - 1860: Inscreve-se no Conservatório. - 1861: Matricula-se pela 1ª vez na Academia de Belas Artes, Lisboa. - 1863: Amanuense na Câmara dos Pares. - 1866: Casa com Elvira Almeida. - 1867: Nasce o seu filho Manuel Augusto. - 1868: Exposição no salão da Promotora; é-lhe recusada Bolsa para Roma. - 1870: Publica o Calcanhar de Aquiles. - 1871: Participação na Exposição Internacional de Madrid. - 1875: Cria a figura do “Zé Povinho”. Parte para o Rio de Janeiro. - 1876: Morre a sua Mãe. - 1877: Lança o Psit!!! - 1878: Lança O Besouro. - 1879: Regressa a Lisboa. Lança o António Maria. - 1880: Morre o seu Pai. - 1885: Começa o fabrico da louça artística das Caldas da Rainha. - 1888: Viaja pela Europa. - 1900: Lança A Paródia. - 1905: Morre em Lisboa.

POIS BONS-DIAS MEUS SENHORES...

Ainda não se deram bem conta da minha existência. E sou personagem importante, o meu nome é Zé Povinho. Lá mais para o fim do século hei-de ser bem representado mas quem me vai dar vida ainda não nasceu.

O país anda às voltas. Parece que não se entendem. Isto do Rei ter fugido para o Brasil veio trazer grandes complicações. Ora uns, ora outros, todos querem o poder.

Como se não bastasse a política, juntou-se-lhe uma guerra de irmãos - D. Pedro (o Liberal) , D. Miguel (o Absolutista). E o poder vai saltando de mãos durante algum tempo até que as coisas se estabilizem.

No meio cá ando eu. Lá vou observando o que se passa. Não sou político, mas vou tirando as minhas conclusões. Não é que elas valham muito agora, mas há-de chegar um dia que todos encherão a boca com o meu nome. Aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força. Arreda que vai tudo em frente. Não acreditam? Pois bem, eu vos conto.

Lá por volta de 1842, estava tudo mais sereno quando um camponês, vindo da Beira, faz um golpe de direita que o leva ao poder. Não, não é o tal, este chama-se Costa Cabral e é formado em Direito e o outro será em Finanças. Só que às vezes, com homens da mesma laia, a história repete-se...

A ditadura não é do meu agrado. Em 1846 vem a proibição de enterrar os mortos nas igrejas. Mais me faz desconfiar a história dos registos de propriedades. Só me faltava agora virem mandar nas nossas terras, e ao que consta querem vendê-las aos estrangeiros. Eu rebento. Pego nas forquilhas, nas enxadas, e vou em frente. Não é o governo que se vem meter agora nos meus assuntos. A revolta é geral. Depressa se espalha pelo país. Começo lá no Norte e vou descendo por aí abaixo. Chamam-lhe Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o povo. Repito: o meu nome é Zé Povinho, pois então!

Tudo se complica, depressa a revolta se transforma em guerra civil - é a Patuleia.

QU'INDA AGORA AQUI CHEGUEI...

Ali para os lados de Alcolena, na casa de Manuel Bordalo Pinheiro a vida vai rolando. Sempre foi uma família que teve o seu canto próprio. Têm gosto pelas artes. Não é que não se preocupem com o reboliço a que assistem. Mas há também outras preocupações. Isto de não se ter mordomias sei eu bem o que é. Ainda para mais quando há bocas a sustentar, não se pode esquecer o trabalho. A filha Maria Augusta é ainda pequena e em Março chega mais um rebento. Rafael, de sua graça.

Que tem a criança a ver comigo? Tende calma que lá iremos, pois então!

Rafael vai sendo criado junto do pai. Já assim houvera sido com a irmã, que cedo ganhou o gosto pelas artes. Do trabalho que se lá faz, Rafael vai conhecendo os segredos. Desenha, brincando. Não é que o rapaz tem piada... Bem humorado e sempre pronto a dizer graças. Destes é que gosto - espertalhão como eu.

Quando chega à idade arranjam-lhe trabalho como amanuense na Câmara dos Pares. Não é coisa que vá durar muito tempo. O rapaz gosta do teatro. Em 1860 inscreve-se no Conservatório. Ao pai não lhe agrada a ideia. Isso é lá futuro para alguém... Mas o rapaz é persistente e faz estreia no Teatro Garrett. Não fará carreira, mas a paixão será para sempre.

No ano seguinte será a Academia de Belas Artes. Os desenhos lá vão surgindo, mas nem sempre nos sítios mais próprios.

Não querem vocês saber que nas paredes dos claustros do edifício onde dá aulas o Professor Jaime Moniz apareceram agora, desenhados a ponta de charuto, as caricaturas dos mestres. E bem feitas que elas estão. Já lhe conhecem o jeito, e ali no Martinho da Arcada já se trocam os desenhos.

Vejam lá bem que neste mesmo ano vai o Rafael casar. Elvira Ferreira de Almeida é o nome de sua mulher. Não é o casamento que o acalma. Afinal aos vinte anos, a paródia não é coisa que se largue assim...

Durante a lua de mel aproveita para fazer as caricaturas de diversas figuras. Guarda-as, pois alguns podem não gostar. Parece bruxo o moço. Não é que o Castilho, quando sabe da sua intenção de as publicar, faz valer os seus direitos da amizade com pai... É das poucas cedências que faz na vida. Mas Castilho acaba por mudar de opinião. Se bem que não ache que seja arte aquilo que Rafael faz, acaba por lhe dar autorização para publicar a caricatura. Isto de amizades verdadeiras é bem bonito de se ver. Não é como o resto. Passo a explicar.

Em 1868, Rafael tenta obter uma bolsa de estudo que lhe permitisse ir a Roma. Pois não lha dão. Justificações também não. Entretanto vai publicando as caricatura de alguns políticos . Alguém mais atento decide então lembrar-se de lhe oferecer a tal bolsa. Sempre o calava por uns tempos. Ai valha-me Deus que não sabem com quem lidam! Como se agora a fosse aceitar. Decide partir. Não para Roma, mas para o Brasil.

D'ABALADA P'RÓ BRASIL

Ai senhores que grande ano este... Que gosto me deu o rapaz... Eu cá sabia que nos havíamos de encontrar. Não é que o malandro me fez o retrato? Não acreditam? Pois vejam A Lanterna Mágica. Lá estou eu. E que bem que me apanhou. Baixo, um pouco forte, bigode, chapéu. Bonacheirão, sem deixar de fazer críticas. Mas que ternura meus senhores, não é que me chama Zé Povinho? É isso mesmo que eu sou - um Zé do povo. Mas agora com retrato. Nunca alguém mo tinha feito. Como é que possa largar este rapaz?

Não é que agora todos falam em abalar o Brasil? Talvez seja aquela mania que temos de ser marinheiros. E depois sempre se pode ter a vontade do regresso. Até a nossa terra fica mais bonita.

O meu amigo também quer ir. Oferta de trabalho já tem. E que rico pagamento, 50 libras! Não se pode deitar fora uma coisa destas. Ainda para mais que tantos colegas seus também vão neste ano de 1875. Olha, lá vai o paquete que os leva .....

Mas “qu’é” do Rafael? Onde anda? Deixa que o hei-de o encontrar, já lhe conheço os segredos.

Corre por aí que o Rafael é supersticioso e não quis embarcar no paquete em que segue um corcunda - dizem que dá azar!! Histórias, que eu cá não vou nelas. Os motivos são outros... Pois sim senhor, eu vos digo, mas chiu, que é segredo.

Ouvi-o falar com amigos. Todos lhe dizem que é melhor levar carta de recomendação. Sempre se safará melhor nas Terras de Vera Cruz. Não vos preocupeis que sabe onde bater.

Há um grupo de gente, com tradições e segredos, que têm membros por todo o mundo - chamam-lhes maçons. Ajudam os seus companheiros, e lá darão uma carta a Rafael. Mas para isso é preciso que seja membro, e quando entrou já o paquete dos seus amigos tinha partido. Como é que eu sei? Mas não houvera eu de ler o documento, com data de 16 de Agosto? Não me perguntem como, que eu não sou homem de traições.

Mas deixai-me ir depressa, que se não fosse o jornal ainda lhe perdia o rasto:

Parte hoje para o Brasil, Rafael Bordalo Pinheiro, afasta-se de nós um artista notável, talento originalíssimo e fecundo, de quem a nossa folha saudou os primeiros trabalhos, e indicou ao público o merecimento, e que tanta influência tem tido no desenvolvimento das publicações ilustradas. Que ele seja feliz e que volte à Pátria, com fartos produtos do seu trabalho, é o nosso voto de amigo sincero.

Pois chegamos ao Brasil, que eu agora não o ia deixar sozinho. Ainda para mais que deixou mulher e filhos em Portugal.

Trabalho já cá tem. N’ O Mosquito. Não se ficará por aí, pois até ao regresso ainda irá publicar o Psit!!! e O Besouro.

Quem não ficou contente foi o italiano que foi forçado a ceder-lhe o lugar n’ O Mosquito. Cá para mim isto ainda vai dar problemas. Cheira-me, e não me costumo enganar...

Ao fim de um ano no Brasil é tempo de vir a mulher e a filha. O filho, o Manuel Augusto ficou em Lisboa, pois já tem estudos para fazer.

Podia ficar rico aqui, mas que não é homem de se vender já eu vos disse. Então não é que alguém lhe ofereceu um cheque em branco para lá pôr o que quisesse. Basta que se cale com aquela história do ministro conservador estar metido com os contrabandistas. Olha lá, era só o que faltava!

Como se não bastassem os políticos, aquele italiano também lhe anda a dar que fazer. Eu não vos disse ? Cá o pode ser do povo mas não é parvo. Eu logo vi que aquele Angelo Agostini de anjo não tinha nada. Há três anos que não larga a perna do meu rapaz. E caramba, um homem também se enche.

As coisas começaram a azedar, e nada melhor que umas intrigas para fazer romance. Andam por aí umas histórias que as divergências tiveram origem por ocasião da exibição de duas óperas Guarany - italiana e Eurico - portuguesa. Mas aqui para nós sabemos bem que o motivo foi outro.

Depressa, o italiano começa a atacar Rafael. Como armas o desenho, as publicações. Rafael vai aguentando até onde pode, mas já não pode muito mais:

“.... não estamos filiados em nenhum partido; se o estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira é a VERDADE. Não recebemos inspirações de quem quer que seja e se alguém se serve do nosso nome para oferecer serviços, que só prestamos à nossa consciência e ao nosso dever, - esse alguém é um infame impostor que mente.”
( O Besouro, 1878)

“Verdade” e “consciência”! “Infame impostor”! Ora agora é que a arranjaste bonita Rafael. E nem sonhas com quem te metes. Não te esqueças que o italiano não está sozinho. Ou não tivesse saído ele d’O Mosquito por causa dos compadrios políticos. Tu tem cuidado homem. Não me ouves dizer tantas vezes “quem te avisa teu amigo é”?

E pronto, aconteceu. Primeiro foi um que tentou apunhalá-lo. Depois safou-o o vizinho que denunciou o homem que o esperava perto de casa para lhe bater na cabeça. Quem lhe pagou para desempenhar a tarefa não se sabe ao certo. Mas as ameaças continuam.

D. Elvira, a mulher de Rafael, já há muito que lhe pede para regressarem a Portugal. E agora com estas ameaças é mais fácil tomar decisões. Pois regressemos que se faz tarde, e lá também há que fazer.

...E UM DIA REGRESSEI...

Cá pelo país está tudo diferente e tudo na mesma. As lutas pelo poder continuam. Os partidos sucedem-se. Ainda há algum tempo em conversa com Rafael falámos sobre isso. E que a política é como uma “grande porca”, ambos concordamos. É na política que todos mamam. E como não chega para todos, parecem bacorinhos que se empurram para ver o que consegue apanhar uma teta.

Ao saberem do nosso regresso já vieram oferecer-lhe novamente o lugar de amanuense na Câmara dos Pares. Rafael tem outros projectos. Não é agora que vai largar as publicações. Ainda para mais já há um capitalista para o ajudar no projecto. Vamos ao trabalho que o primeiro número de António Maria ainda tem que sair este ano.

Ainda é mais cedo do que pensávamos. Pouco barulho que o Rafael já está a fazer a apresentação do jornal:

“Fará todas as diligências para ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços titânicos para, de quando em quando ter graça. Possuído destas duas ambições, claro está que o António Maria não tem outro remédio, na maioria dos casos, senão ser oposição declarada e franca aos governos e oposição aberta e sistemática às oposições ...”

Os colaboradores dos jornal são gente conhecida, entre eles estão Ramalho, Guilherme Azevedo, Junqueiro e eu, claro! Sim, porque agora nunca nos separamos. Ás vezes parecemos um só. Partilhamos opiniões e vamos tecendo comentários. Ainda para mais temos os mesmo ideais políticos - uma república. É isso que queremos para o nosso país. Que é difícil já o sabemos, pois parece que este país teima em avançar a passo de caracol. Pudera, da forma que as coisas estão... Os políticos discursam sem nada dizer. A Igreja vai vivendo dos rendimentos, e bem bons que eles são. E cá o vai continuando ora com “albarda” às costas, ora a apertar o cinto.

O jornal começa a incomodar. O capitalista que o financia decide cortar as verbas como represália contra o facto de se terem metido com o seu partido. Mas amigos é coisa que não nos falta. Todos juntos conseguem reunir o dinheiro necessário para as despesas. Não é agora que vamos perder a independência.

Em 1885 as coisas complicam-se ainda mais. O governo estabelece medidas censórias. Chamam-lhe a “Lei da Rolha”. Não será esta a única que vez que a instituem.

Aqui os rapazes decidem expressar o seu descontentamento. Rafael sugere que todas as publicações se suspendam por oito dias como medida de protesto. Para alguns a ideia é aceite. Outros não perdem a oportunidade de criticar o meu rapaz: “Ó Bordalo, a ti não te faz diferença. O António Maria só sai uma vez por semana....”

Ora bolas! Ele há coisas que nos ofendem! Pois sim senhor! Para que não haja dúvidas quanto ao que pensamos o António Maria deixará de ser publicado, mas umas palavrinhas terão que ser ditas:

Eu não pertenço ao ajuntamento dos jornalistas, por isso que estou sozinho e não há ajuntamentos só de uma pessoa; eu não pertenço ao grupo monárquico, porque este me chama de revolucionário; eu não pertenço ao partido republicano, porque este me alcunha de vendido. Nestes termos, não podendo ser nem político, nem jornalista vou fazer-me simplesmente operário, o que talvez venha a ser alguma coisa.

BOAS NOITES MEUS SENHORES, VOU-ME EMBORA POIS ENTÃO

Se o disse há que fazê-lo. Rafael vai ser operário. Já há algum tempo que a cerâmica lhe desperta o interesse.

Nas Caldas da Rainha existe uma antiga tradição na cerâmica, embora as coisas estejam agora um pouco paradas. Ora aqui está mais um desafio. Bom sítio para Rafael fundar uma fábrica.

As peças que cria são inovadoras, embora de inspiração naturalista. Já sei, até parece que o Rafael se acalmou. Mas vocês acham que era agora que isso ia acontecer.... nem pensem. A cerâmica vai também servir para aparecerem tipos característicos da nossa sociedade. E eu, claro que também estou no meio, e exprimindo o que faço com um gesto bem simbólico: o manguito (à portuguesa), a banana (à brasileira). Muitos não me conhecerão de outra forma. É mesmo um brincalhão o meu rapaz. Nem com a idade lhe toma o jeito. Não perde a oportunidade de fazer uma brincadeira.

Ainda noutro dia ao saber que um médico, que em tempos não lhe cobrara consulta apreciava um peça sua, decidiu enviar-lhe um cão de cerâmica. No bilhete escreveu: “Preguei-lhe o cão!”

Mas se pensam que foi agora que deixou as publicações estão muito enganados. Tinham passado três meses do encerramento do António Maria quando apareceu Os pontos nos ii. Rafael vai estando com um pé nas Caldas, outro em Lisboa. De qualquer forma sempre tem o filho Manuel Augusto no jornal. Este já lhe segue as pisadas.

Olha que esta agora!! Não é que a Inglaterra decidiu meter-se nos nossos assuntos? Diz que temos de tirar as tropas do centro de África - um ultimato!!! É no que dá a história das “velhas amizades”. O que eles querem é acabar com o nosso sonho de criar um grande império. Aqui já não há partidos, que somos todos patriotas... Anda daí Rafael, que temos que estar mais tempo em Lisboa.

Que governo que temos... tanto barulho que se fez e acabaram por ceder aos ingleses. Isto de monárquicos é o que dá. Ai que lá vou eu outra vez.

Lá no Porto, a 31 de Janeiro de 1891 a coisas azedaram. Mas a tentativa falhou. Não que não se tivesse lutado. De qualquer forma ganhamos mais força. Não podemos ficar indiferentes. Fialho de Almeida escreve o artigo “A Glória dos Vencidos” n’Os Pontos nos ii. Pronto! Lá se acaba outro jornal que a censura não é para brincadeiras. Pois que renasça o António Maria por mais alguns anos.

Rafael continua a desenvolver a sua fábrica. Ao lado de peças de cerâmica elaboradas surgem também figuras de costumes.

Chegamos a 1900. Rafael lança agora A Paródia. “A caricatura ao serviço da tristeza pública “ diz ele. Será que eu sou um Povo triste?

Mas não desanimemos que o Rafael continua a trabalhar. Olha lá vai ele para o Porto. Desta vez tem a seu cargo a decoração dos Fenianos para os festejos de Carnaval.

Não o largo desde que chegou. Não lhe fizeram bem os ares do Norte. Não sei o que tem. Desde o dia 29 de Janeiro de 1905 que adormeceu. Descansa amigo que eu cá vou continuando. Daqui a cinco anos vem a República. Um dia irei contar-te. Essa e outras histórias que me ensinaste a viver.

Tá na hora de partir
pois não posso cá ficar.
Quando de mim precisarem
estou em qualquer lugar.

Texto retirado do site: http://www.vidaslusofonas.pt/rafael_b_pinheiro.htm

Cartões Postais, Bilhetes-postais: pedaços de vida

Quem não guarda nas gavetas das recordações, ou entalados nos livros a servir de marcadores, uns quantos postais que comprou em viagem ou que alguém enviou com uma mensagem feliz e descontraída a partir de um qualquer paraíso terrestre? Mesmo os praticantes fervorosos dos sms, dos twitter e demais ofertas electrónicas, que em tempo real fazem chegar a mensagem ao destinatário, já se viram tentados a meter na bagagem postais da Torre Eiffel, do Big Ben, do Bom Jesus de Braga, das paisagens idílicas das Bermudas ou das praias algarvias. A compra da imagem de um monumento ou paisagem do local em que nos encontramos tem um sabor especial. Pode guardá-la para recordação ou enviá-la por correio com uma mensagem breve, partilhando assim um sentimento fugaz e único com alguém que está longe. Um misto de sensações que nos estão vedadas pela parafernália electrónica. Porque será?


Temos de admitir, porém, que vão longe os tempos em que numa viagem não se dispensava o envio de meia dúzia de postais aos mais íntimos. Constituía quase uma obrigação. Era ocasião não só para partilhar um momento feliz, mas também de o viajante dar notícias sobre a sua saúde. As chamadas telefónicas eram caras, sobretudo quando feitas a partir de hotéis, e o postal era o meio mais económico de dizer «estou aqui, estou vivo, estou bem». Nos últimos anos, essa função foi transferida para os sms, os e-cards ou para as simples chamadas por telemóvel. Os e-cards, ou postais electrónicos, constituem, aliás, sucedâneos directos dos velhos cartões, a ponto de preservarem o formato, com o verso e o reverso tradicionais estendidos no ecrã. É como se deixassem de o ser se não absorvessem a configuração peculiar do postal. Mas mesmo com todas estas ofertas ao alcance de um pequeno gesto, não abandonámos de vez a relação física e íntima com o postal ilustrado de cartão. Dificilmente prescindimos dele. Mais uma vez, porque será?


Uma equipa multidisciplinar do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS/UM), coordenada por Moisés Martins, tenta responder a estas e a muitas outras interrogações relacionadas com a história, as funções e os significados dos postais ilustrados, através de um projecto de investigação intitulado «Os Postais Ilustrados. Para Uma Sociossemiótica da Imagem e do Imaginário». Considerando-os fundamentais para a compreensão e reapreciação dos media tradicionais, os investigadores têm vindo a retirar os postais do lugar marginal a que estiveram votados para afirmar a sua importância histórica, sociológica e cultural e evidenciar as relações estreitas com a imprensa escrita e audiovisual.
Após o seu aparecimento, em meados do século XIX, os postais ilustrados atravessaram os tempos, cumprindo a sua tarefa, seja nas formas mais íntimas de comunicação interpessoal seja como instrumento de promoção turística e de publicidade. Nestes múltiplos papéis, o postal pode ter sido destronado, mas não foi vencido e ressurge na actualidade com um novo vigor, associado a formas mais particulares e locais de comunicar – os chamados nichos de mercado – sobretudo no que se refere à publicidade. Alguma coisa lhes confere tanta resistência, sem dúvida. Os vários estudos, uns concluídos outros em curso, desenvolvidos por esta equipa da UM – e para os quais conta com o apoio de coleccionadores privados – dão-nos várias achegas.

Um pedaço deste lugar


Os postais ilustrados constituem, na sua essência, um repositório da memória individual e colectiva dos povos, sintetizam à nm a investigadora em Ciências da Comunicação Helena Pires e o geógrafo Miguel Bandeira, dois elementos do grupo de investigação que tem vindo a recolher e a analisar postais representativos de quatro regiões de Portugal – Viana do Castelo/Braga, Bragança, Viseu e Portalegre – e relativos ao período compreendido entre 1860 (época em que se deu o início à comercialização de cartões ilustrados) e a actualidade.
Dificilmente conseguimos verbalizar as razões por que cedemos ainda hoje à compra de postais quando temos ao alcance de um pequeno gesto outros mecanismos mais actuais e eficazes. É como se aquele rectângulo de cartão que retrata uma paisagem ou um monumento se afigurasse como um pedaço do espaço e até do tempo que estamos a usufruir. Um simples apontamento, nas palavras de Helena Pires, «de uma experiência que pode ser pessoal, íntima, até mesmo do foro amoroso, para dizer “eu estive aqui”». Nada que uma fotografia tirada com a nossa máquina possa representar, acrescenta Miguel Bandeira. O postal, enquanto «cadinho da terra» que pisamos, é «arrancado de lá», possui uma dimensão táctil, um peso, uma textura que faz dele «um elo de ligação material com o território e a vivência que acabámos de ter e que irá perdurar».


Mas o postal emerge, igualmente, como um registo da memória colectiva. Limpo dos «ruídos» do quotidiano (tráfego, estaleiros de obras, pessoas…) e fixando apenas imagens desnudadas, quase sempre assépticas, insistentemente intemporais e fossilizadas – em tudo preparadas para atravessarem o tempo, incólumes –, o cartão oferece-nos um retrato intacto da paisagem que queremos guardar ou partilhar. Mais: ao apresentar-se como o testemunho perfeito da memória e do imaginário de um lugar, os cartões suscitam-nos ainda «sentimentos de identificação» com uma comunidade mais vasta de gente que connosco comunga a mesma empatia e o gosto por aquelas imagens simbólicas. «E porque é simbólico, faz-nos sentir parte de uma cultura comum», observa Helena Pires. Geógrafo de formação, Miguel Bandeira esclarece, porém, que apesar da tendência clara para a «fossilização» dos espaços e dos objectos retratados, os postais ilustrados não deixaram de registar as transformações que se vão operando a nível do território e do planeamento. «O postal não se fica só pelo registo do património histórico. Vai também dando conta de uma cidade e de um espaço que se vão modernizando.»

Retratos de um povo feliz


Por entre a diversidade de olhares que estes pequenos objectos de papel oferecem, há um que tem vindo a merecer especial interesse por parte dos investigadores, o dos postais ilustrados enquanto «suportes da construção e da afirmação social da identidade» dos povos. Caso exemplar é o da colecção de postais produzidos no âmbito da Exposição do Mundo Português, que decorreu em 1940, em Lisboa, em pleno Estado Novo, o maior evento realizado até à Expo’98, com vista a assinalar a fundação do Estado português (1140) e a restauração da independência (1640). Os investigadores verificaram que eles foram usados exaustivamente pelo regime de Salazar como instrumento de propaganda política e de difusão de uma imagem idealizada de Portugal e do seu colonialismo. Inseridos num processo meticuloso de construção de identidade nacional, os retratos que ilustraram a mostra constituíram oportunidades valiosas para celebrar e apelar à exaltação da pátria, bem como exibir as figuras mais nobres dos indígenas africanos rendidas à grandeza e bondade dos colonizadores.
O uso destes pequenos veículos de comunicação para reafirmar, aqui e além-fronteiras, uma imagem doce e pacificada do país acompanharia todo o regime. Aliás, a proliferação, ainda hoje, de postais ilustrados com motivos etnográficos e regionalistas, representando os trajes, os usos e os costumes das várias regiões do país, reflecte reminiscências de um investimento reiterado do Serviço Nacional de Informação – órgão de propaganda do Estado Novo – em temas que enaltecessem este cantinho de «gente pobre mas feliz». A aposta parece, no entanto, ter sido muito mais intensa em Viana do Castelo, a avaliar pela produção de uma variedade muito maior de postais com motivos etnográficos daquela cidade em comparação com as outras quatro estudadas. Uma análise do arquivo de Viana do Castelo revelou algo de extraordinário: as autoridades de Lisboa do SNI, de que António Ferro era o principal representante, haviam gizado uma estratégia propagandística que elegia a elegante cidade do Minho como palco da afirmação da identidade nacional. Ali se organizou, ao longo dos anos de ditadura, uma série de celebrações e eventos para os quais foram convidados ilustres visitantes estrangeiros, que ali chegavam integrados em excursões meticulosamente organizadas. Com eles, levavam quase sempre uma colecção de cartões ilustrados, amostras folclóricas do Portugal encenado, de que a célebre mulher minhota – risonha, nutrida e coberta de ouro – era o símbolo máximo.

O visível e o invisível


Outra das temáticas estudadas por Helena Pires e Miguel Bandeira refere-se à paisagem urbana de Braga e ao modo como ela tem sido representada nos postais. Sobre uma planta da cidade, os investigadores tentaram localizar os postais produzidos nos pontos onde foram captados. Verificou-se uma densa sobreposição de imagens sobre zonas muito concretas, tradicionais e históricas, como a Sé de Braga, a Arcada/Avenida Central ou o Bom Jesus. Curiosamente, e apesar da diversidade de retratos representativos de cada local, eles foram quase todos captados a partir do mesmo ângulo, provavelmente a confirmar aquela necessidade de preservar a memória e o imaginário colectivo.
Mas se os postais mostram muito do que é o património urbano, histórico e paisagístico dos lugares, não deixam também de primar por ausências por vezes incompreensíveis. É o caso da Fonte do Ídolo, dos monumentos mais antigos (século I d.C.) e um dos mais exuberantes de Braga que só muito recentemente passou a ter representação postal, ainda que seja reconhecido desde o século XIX como dos mais importantes da Península Ibérica.
Estas conclusões realçam, no entender dos dois autores, a «dimensão reprodutora do postal», um suporte, em seu entender, muito pouco inovador. Ou seja, reproduz-se sempre mais do mesmo. Excepção devida ao postal publicitário, cuja natureza é, ao contrário, apresentar mensagens inovadoras e surpreendentes.
Os autores do estudo destacam ainda outra característica de sempre destes objectos de comunicação, a tendência para o «recalcamento da subjectividade» do autor das fotografias. As imagens são, frequentemente, da autoria de profissionais famosos, mas «não é da natureza do postal evidenciar essa subjectividade». Como vimos, mesmo sem termos consciência disso, o que buscamos no acto de compra de um postal é a memória perene daquele lugar, sem «ruídos» nem outros obstáculos que interfiram no tal imaginário comum.

Correio dos apressados


O que é o bilhete postal? Quem o inventou – e o bilhete postal não tem mais de cincoenta anos de edade – descobriu simultaneamente a correspondência dos que teem pressa e o flirt postal dos delicados. (A. de C., 1917, O Bilhete Postal, Ilustração Portuguesa, II série, p.104. Citação em http://postaisilustrados.blogspot.com).
Esta afirmação bem poderia servir de enquadramento, com ligeiros ajustes, à definição de e-card ou de twitter. Com quase um século de distância, ela reporta-nos à origem destas formas de comunicar ditas pós-modernas, ao mesmo tempo que coloca o postal de cartão e o postal electrónico em planos de grande proximidade no contributo que dão à vida pessoal e à história colectiva. Em tempos e velocidades diferentes, ambos circulam entre remetentes e destinatários a nível planetário, difundindo imagens de lugares, de gentes, produtos, modas. Mas vejamos como tudo começou lá pela segunda metade de Oitocentos.
Em 1 de Outubro de 1869 terá circulado na Áustria o primeiro postal ilustrado, então ainda sem imagem. Mas não há certezas de que assim tenha sido. Os investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS-UM), entrevistados pela nm, preferem fornecer referências mais seguras, evidenciando a multiplicação dos postais ilustrados entre 1880 e 1910, um período de grande desenvolvimento da imprensa e dos livros ilustrados. Citam também o investigador bracarense Nuno Borges de Araújo, que recentemente participou, na UM, num colóquio sobre o tema, durante o qual defendeu a tese de que o bilhete-postal poderá ter tido origem no cartão-de-visita pessoal que à época exibia a fotografia do próprio.
Houve, entretanto, um acontecimento que, em seu entender, determinou a afirmação futura deste meio de comunicação: a tentativa de oficialização do bilhete-postal no Quinto Congresso Postal de Paris, em 1865. No entanto, segundo um artigo de apresentação pública do projecto de investigação do CECS-UM, «só quatro anos mais tarde os postais viriam a ser admitidos pela primeira vez (na Áustria) como formatos legítimos para a circulação de mensagens».
Em Portugal, essa autorização ocorreu 12 anos depois, em Outubro de 1977. Mas somente a partir da década de 1990 se vulgarizaria a comercialização dos postais com o formato definido internacionalmente. «Sendo um meio de comunicação fácil, o postal era um objecto de consumo acessível, num tempo em que a comunicação remota era feita exclusivamente por escrito. Era inclusive mais barato do que enviar um postal dentro de uma carta fechada em envelope», realça o investigador Manuel Bandeira.


A Associação Portuguesa de Cartofilia anuncia na sua página electrónica que o primeiro postal ilustrado de edição particular circulou no ano de 1895. Segundo a associação, foram identificados dois bilhetes-postais ilustrados comemorativos do VII Centenário do Nascimento de Santo António, um dos quais enviado por correio de Lisboa para o Cadaval no dia 23 de Julho de 1895, onde terá chegado um dia depois, um tempo recorde, que só o Correio Azul dos dias de hoje consegue igualar. O autor da missiva era o administrador-gerente da Companhia Nacional Editora, responsável pela edição dos postais.
Uma coisa é certa: o incremento do bilhete-postal ilustrado por todo o mundo esteve directamente associado à «idade das imagens em papel» que caracterizou a segunda metade de Oitocentos e inícios de Novecentos. Os avanços marcantes verificados nas artes gráficas, mais concretamente nas técnicas de impressão de imagens, levaram a que as duas primeiras décadas do século XX se tornassem «um período glorioso para a história dos postais ilustrados». Os temas eram os mais variados e constituíam, de facto, uma janela para o mundo exterior e interior da vida individual e colectiva. Paisagens naturais e urbanas, monumentos, mulheres em poses sensuais ou ostentando a moda de roupas e chapéus, datas festivas, caricaturas e sátiras políticas serviam de suporte e muitas vezes sublinhavam as mensagens do remetente. A adesão entusiástica a este objecto singelo e os impactes que eles exerciam nos seus utilizadores não passaram despercebidos aos regimes ditatoriais, como o Estado Novo, que se serviram dos postais para difundir ideologias e campanhas políticas [ver texto principal].
Também a publicidade encontrou nestes pequenos rectângulos terreno abundante para fazer chegar as suas mensagens aos consumidores. A publicidade ilustrada, assinalam os investigadores, «foi uma das maiores descobertas do final do século XIX», cujos promotores viam neles um suporte barato e eficaz de difusão. E na actualidade, apesar da variedade de instrumentos tecnológicos que nos colocam em permanente contacto com o marketing de produto, o postal publicitário volta a emergir em força e com formas apelativas, mas agora a servir sectores da vida menos mediáticos ou mais marginais. Em formato de cartão ou em versão electrónica (free cards), os postais publicitários respondem bem aos interesses do chamado comércio alternativo, como o comércio justo, por exemplo, em que ao produto está associado um papel não só comercial mas também cultural ou de alcance social.

Contaminação permanente


O aparecimento dos bilhetes-postais constituiu uma revolução também da própria escrita epistolar. O tom formal e quase sempre distante característico das missivas tradicionais – em que as saudações rebuscadas e os desejos de boa saúde ocupavam boa parte do espaço – deu lugar, no postal, a uma escrita breve, de linguagem informal, simplificada e descontraída, prenunciando muito do que, mais de um século depois, viriam a ser os e-cards e os posts em weblogs.
No blogue dedicado ao tema, da responsabilidade da equipa de investigação do CECS-UM, a doutoranda Maria da Luz Correia descreve os resultados de uma pesquisa desenvolvida por um grupo da Universidade de Lancaster e da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, que comparou os postais ilustrados da primeira década de século XX aos microposts do Twitter da actualidade. Verificou-se grande afinidade entre eles a vários níveis. Por exemplo, lê-se no post da investigadora portuguesa, «se o Twitter permite escrever 140 caracteres, o postal, pelo seu pequeno tamanho, também permitia apenas uma breve fórmula». Por causa disso, prossegue citando os autores do estudo, o postal foi certamente «um dos precursores das abreviaturas e dos “atentados à gramática” que hoje se perpetua não só no Twitter mas também em chats e sms».
A pesquisa mostra ainda que com um século de intervalo, a popularidade dos dois suportes de comunicação e a frequência da sua utilização é também semelhante. Por exemplo, enquanto a rede social e o website dispõem hoje de 55 milhões de visitas por mês, estima-se que em Inglaterra, entre 1901 e 1910, tivessem sido enviados seis mil milhões de postais e realizadas seis entregas de correio por dia nas maiores cidades. Realmente, a diferença entre eles parece residir somente no tempo que medeia entre o remetente e o destinatário…
No futuro, pelo menos próximo, os dois meios parecem destinados a coabitar neste ambiente de massificação e globalização da comunicação. E quem augurava, até com alguma lógica, que os meios electrónicos seriam os sucedâneos que remeteriam as velhas formas de comunicar para a caixinha das memórias, pode começar a reciclar essa ideia. Não passa de uma convicção nada condizente com a realidade. Tal como a fotografia não substituiu a pintura, o cinema não extinguiu o teatro nem a televisão fechou as salas de cinema, também o correio da web viaja de braço dado com os tradicionais postais.
A verificação de que os novos suportes de comunicação não eliminam os antigos, antes contribuem para a sua renovação, abalou as teorias académicas, observa a investigadora do projecto Helena Pires. «Não se verifica uma sucessão em que os novos substituem os velhos, mas uma incorporação permanente de novos suportes», que se contaminam mutuamente. Veja-se como os próprios CTT têm vindo a aproveitar as inovações tecnológicas para incrementar o postal electrónico, assim como as suas colecções de cartões ilustrados, aliás com um sucesso assinalável. O serviço MeuPostal sustenta-se no conceito tradicional dos correios: o cliente cria, selecciona e personaliza um postal e os CTT encarregam-se de lhe dar existência física. Como escreve, a este propósito, outra autora do blogue da equipa da UM, Marlene Pereira, «o produto final é, garantidamente, qualquer coisa como um gesto de amor, uma surpresa, um presente». Assim como um misto de «papel electrónico» que dá corpo aos desejos.

Texto retirado do:

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Nepenthe

You have so many fridge magnets that earth's gravitational pole has moved to Lisbon

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· Colocar o leque junto ao coração: conquistou meu amor

· Colocar o leque fechado junto ao olho direito: quando posso vê-lo de novo? A que horas, é respondido pelo número de varetas.

· Tocar com a mão no leque ao abaná-lo: o meu desejo era estar sempre junto de ti.

· Acariciar o leque fechado: não seja tão imprudente.

· Tocar com o leque meio aberto nos lábios: pode me beijar

· Unir as mãos debaixo do leque aberto: não traia nosso segredo.

· Esconder os olhos atrás do leque aberto: amo-o

· Fechar muito devagar o leque: prometo casar consigo.

· Passar o leque pelos olhos: peço desculpas.

· Tocar a extremidade do leque com o dedo: quero falar consigo

· Tocar o leque na face direita: sim.

· Tocar o leque na face esquerda: não.

· Fechar e abrir o leque várias vezes: você é cruel.

· Deixar cair o leque: nós vamos ser amigos.

· Abanar o leque muito devagar: sou casada.

· Abanar o leque muito depressa: estou comprometida.

· Levar o cabo do leque aos lábios: beije-me.

· Abrir todo o leque: espere por mim.

· Colocar o leque na cabeça: não se esqueça de mim.

· Fazer o mesmo movimento com o leque, estendendo o polegar: adeus.

· Segurar o leque na mão direita e em frente à face: siga-me.

· Segurar o leque na mão esquerda e em frente à face: estou desejosa de o conhecer.

· Colocar o leque junto da orelha esquerda: quero ver-me livre de si.

· Passar o leque pela testa: você mudou.

· Rodar o leque com a mão esquerda: estamos a ser observados.

· Rodar o leque com a mão direita: amo outro.

· Segurar o leque na mão direita: você está sendo muito precipitado.

· Texto de um quadro exposto num castelo de Sintra, Portugal.

Evite colocar uma obra de arte junto a paredes que recebam muito calor e umidade. Opte por um local arejado e seco, longe de janelas e portas que recebam muita poluição, luz e chuva. As variações de temperatura e umidade podem afetar a obra, provocando rachaduras e descolorindo a policromia.

A oleosidade da pele pode causar manchas nas suas obras de arte. Portanto, ao manipular quadros e esculturas lave suas mãos com sabonete neutro.

Limpe as obras com um pano ou um pincel seco e macio.
Limpar as obras com pano úmido pode provocar graves deteriorações.



CUIDADOS COM LIVROS
Ao retirar um livro da estante, evite puxá-lo pela lombada. Afaste-o dos demais, segurando-o pelo meio e retire-o horizontalmente. Arrume os livros nas estantes de modo a não estarem tombados e nem muito imprensados.


CUIDADOS COM FOTOGRAFIAS

Principais causas de deterioração de fotografias:

- umidade e temperatura;

- poluentes ambientais;

- exposição prolongada à luz;

- ataques de fungos e insetos;

- manuseio e arquivamento incorretos;

- vandalismo.

Alguns materiais plásticos acessórios adequados para o acondicionamento de fotografias:

- poliéster: vendido no mercado em forma de porta-fotografias e porta-negativos; em bobinas, sendo então cortado e dobrado para preparação de envelopes.

- polietileno: existente no mercado em forma de embalagens.

- Triacetato de celulose

Limpeza

Limpe suas fotografias com um pincel soprador, para a retirada de poeira e sujeiras.

Nunca limpe suas fotografias com álcool, água, benzina ou amônia.

Recorra a um especialista em caso de detectar manchas de gordura ou ataques de fungos.

Recomendações Gerais

Não use clipes e não grampeia sua fotografia.

Não escreva em fotografias com caneta. Faça anotações com lápis macio no verso das fotos.

Não use fita adesiva, etiqueta adesiva ou cola diretamente sobre a fotografia.

Ao segurar a fotografias ou negativos não coloque os dedos sobre eles.

Pense antes de agir. Trate as fotografias e negativos com respeito. Poderão ser a única ligação com seu passado.

Para saber mais sobre conservação leia:

BURGI, Sérgio. Introdução à preservação e conservação de acervos fotográficos. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, 1988.

CADERNO Técnico: planejamento e prioridades. Rio de janeiro: projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo Nacional, 1997.

LUCCAS, Lucy et al. Conservar para não restaurar. Brasília: Thesaurus, 1995.

JARINA o marfim vegetal que causa furor entre os estilistas de jóias. A jarina é a noz do fruto da palmeira de marfim (Phytelephas seemannii, Phytelephas macrocarpa) explorada desde a época colonial e conhecida como marfim ou mármore vegetal.

A palmeira, de cinco metros de altura e tronco pequeno e rasteiro, tem frutos que podem pesar até 12 quilos. Cada fruto, semelhante a uma pinha, contém entre seis e nove sementes recobertas. Durante a maturação - entre seis e 12 meses - a semente endurece, adquire a grossura de 1,5 centímetro e sua cor muda de branco para ocre claro. Resistência e cor são as propriedades que identificam a qualidade desta matéria-prima vegetal, uma das primeiras exploradas na América colonial.

Em 1880, eram exportadas quatro mil toneladas de jarina desde o porto de Tumaco, no Pacífico. Na época, a libra (450 gramas) de semente era cotada a US$ 0,07 no mercado de Nova York. A demanda procedia da indústria de botões, cabos de guarda-chuva, bastões e outros utensílios. Mas o marfim vegetou caiu em desgraça ao ser substituído pelo plástico. “Eu conhecia a jarina, mas em brinquedos e miniaturas decorativas que minha avó trazia de Chiquinquirá”, lembra Josué. Essa cidade, no departamento de Boyacá, é famosa pela Basílica da Virgem e pelos objetos de jarina que seus artesãos trabalham com maestria desde o início do século XX.

A jarina também é trabalhada em outras regiões, como na baía Solano, no departamento de Chocó (costa do Pacífico), onde a estatal Artesanatos Colombianos leva adiante um projeto de formação em projetos e produção com jarina, para 30 artesões negros e da etnia emberá. Dali e de outras zonas saem jóias, bandejas e diversos utensílios para a feira anual de artesanato em Bogotá, onde as rodas de negócios abrem canais para a exportação.


Por Suvendrini Kakuchi*

Cresce no Japão a demanda por jóias, selos pessoais e outros acessórios elaborados a partir das presas de elefantes em perigo de extinção

TÓQUIO.- O apetite insaciável do Japão pelo marfim está novamente sob o fogo dos ambientalistas, enfurecidos, desta vez, por uma campanha publicitária: diversas empresas que comercializam artigos confeccionados com este material, procedente das presas de elefantes em risco de extinção, publicaram uma série de anúncios nos jornais mais importantes do país. “Os selos de marfim trazem boa sorte”, dizia em meados de agosto um anúncio no Mainichi Shinbun, influente diário japonês. Sob este título, o Centro de Produtos Especiais Yamanashi, companhia atacadista do oeste do Japão, apresentou uma série de fotos cativantes de selos pessoais, ou “hanko”, um dos principais artigos produzidos a partir do marfim.

Usados tradicionalmente para imprimir nomes em documentos oficiais, os selos são muito populares e converteram-se em peça valiosa e símbolo de status. Os avós ricos, por exemplo, dão selos de marfim como presentes de graduação para os netos. “A publicidade dos selos indica que o mercado ainda está no auge. Devemos vigiar cuidadosamente a situação”, afirma Kumi Toyama, diretor do Programa para o Marfim da ONG Sociedade Japonesa para a Conservação da Fauna Silvestre. O preço dos selos comercializados pelo Centro Yamanashi varia entre 10 mil e 30 mil ienes a unidade. Seu anúncio, que inclui o endereço de um site na Internet, também oferece selos mais baratos, feitos com chifres de bisão aquático, por menos de 10 mil ienes.

O marfim também é usado para outros artigos: jóias, teclas de piano, acessórios para cabelo e palhetas para tocar o shamisen, instrumento musical originário do Japão, semelhante a um pequeno banjo. Pesquisas recentes mostram que um número cada vez maior de comerciantes de marfim está decidido a incrementar suas vendas através, por exemplo, de seções especiais em revistas femininas, voltadas à geração mais jovem.

O apetite pelo marfim praticamente dizimou os elefantes africanos. Segundo dados do IFAW (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal), a população caiu de 1,2 milhão para 600 mil, entre 1979 e 1989. Com a Convenção de Washington (1989), o comércio de marfim ficou proibido em âmbito mundial. Mais tarde permitiu-se que três nações africanas (Zimbábue, Botsuana e Namíbia), que tinham problema de superpopulação de elefantes, continuassem com a venda legal de marfim, sobretudo para o Japão. Atualmente, o país asiático é o maior mercado desse produto no mundo, e calcula-se que a população atual de elefantes na África está entre 300 mil e 500 mil animais. Num esforço para manter viva a indústria doméstica, o governo japonês exerce pressão para o reinicio da comercialização e pede a proteção da arte tradicional de entalhar.

O governo japonês justifica o comércio como um passo a favor do comércio sustentável de marfim. A renda de uma compra recente de 50 toneladas de marfim dos três países africanos foi usada “na conservação dos elefantes, com a construção de bebedouros e incentivo a práticas contra a caça ilegal, como o desenvolvimento das comunidades próximas ao hábitat da espécie”, dizia uma declaração oficial divulgada no ano passado. Em defesa de sua postura, as autoridades destacam que os selos são fabricados com marfim legal, já que os comerciantes devem estar devidamente registrados. “Não estamos tratando de matar elefantes, apenas pretendemos um comércio organizado de presas”, disse um oficial do governo que não quis se identificar. Atualmente, os selos são vendidos junto com permissões especiais, no afã de deter os protestos ecologistas.

Os ambientalistas, no entanto, não estão satisfeitos e destacam que a prática é duvidosa, porque é difícil saber com precisão se o marfim é legal ou não. Hideo Obara, professor emérito de Ecologia Animal no Kagawa Nutrition College, diz que a única coisa que a postura do Japão fomenta é que os caçadores ilegais continuem alimentando a indústria japonesa de marfim, que, por sua vez, patrocina a demanda. Certamente, o volumoso embarque de marfim contrabandeado localizado em abril deste ano pela alfândega de Tóquio, é a prova de que a demanda cresce lentamente, disse Toga. Este embarque chegou procedente de Cingapura e foi parar na Associação do Marfim do Japão, que, mais tarde, divulgou uma declaração prometendo vigilância mais rígida para acabar com o contrabando.

Ambientalistas tentaram por longo tempo influenciar o governo para que promulgasse leis proibindo a venda de produtos de marfim. Argumentam que tal legislação ajudará a elevar a consciência do público contra esse comércio. Tomotsu Ishibashii, da Federação do Japão de Artes do Marfim, que inclui 50 companhias que trabalham com o marfim em Tóquio e Osaka, discorda veementemente. “Através de um manejo cuidadoso, é possível proteger tanto o elefante quanto a valiosa mão-de-obra do Japão”, afirma.

Nem sempre possuir muito dinheiro no caixa é bom para a empresa. Da mesma

forma, algumas vezes não vale a pena ter sede e frota próprias.

Apesar de parecer estranho, repensar essas questões pode significar mais

capital de giro disponível ao longo do tempo, o que pode diminuir, ou até

mesmo acabar, com a procura por empréstimos bancários.

"O Brasil ainda possui a mentalidade de que o melhor é ter imóvel próprio,

carro próprio. Não é sempre que isso é verdade", explicou o professor da

Finder & Finance Treinamento e Assessoria e mestre em administração de

empresas

pela Universidade do Rio de Janeiro, Fernando Marques.

Para ilustrar, o professor dá o seguinte exemplo: um empresário procura

uma sala de 30 metros quadrados na Avenida Luis Carlos Berrini, em São

Paulo.

O imóvel custa R$ 70 mil e o aluguel, somado ao condomínio, sai por R$ 1.000

mensais. Qual a melhor opção?

"Certamente é alugar. Apesar da boa localização, o imóvel sofrerá

depreciação

e, quando quiser vendê-lo, o empresário terá de reduzir o preço. Se

considerarmos

ainda o momento atual, recessivo, para vender o imóvel o preço ficará muito

abaixo do valor de compra, o que resultará em perda de dinheiro".

No caso dos veículos, acontece o mesmo. Nesse caso, o leasing pode ser uma

alternativa, desde que a taxa seja negociada. "Nunca aceite a primeira taxa

apresentada pela empresa de leasing. Negocie muito, pois, em tempos

difíceis,

todos querem clientes", afirma Marques

Quando o assunto é fluxo de caixa, ponto fundamental para as pequenas e

médias empresas, até o estoque passará a ter uma gestão financeira. O ideal

é que a quantia de produtos estocados seja a menor possível, sem prejudicar

o atendimento aos clientes. "A manutenção do estoque gera gastos, como

aluguel

de galpão, iluminação, segurança. Com o mínimo de estoque, seja antecipando

a produção ou mesmo deixando para comprar um dia antes da entrega do pedido,

é possível reduzir os gastos. O valor economizado pode ir para o caixa",

disse.

Pequena indústria

O gerenciamento do estoque e da demanda tem um peso ainda maior para as

pequenas indústrias. Nesse caso, despesas com matérias-primas podem ser

maiores no caso de crescimento da procura, já que muitos insumos são

importados.

Em tempos de desvalorização da moeda, o gasto será muito maior. Além dessa

despesa, o aumento da procura pelo produto implicará permanência dos

funcionários

na empresa, ou seja, mais gastos com horas extras.

"Por isso, o ideal é sondar clientes habituais em intervalos menores. Outro

ponto é a negociação com fornecedor, tanto no aspecto quantidade de

mercadorias,

como na forma de pagamento. Numa indústria, cerca de 40% dos custos do

empresário

são com mão-de-obra. Aumentar essa participação pode signficar

dificuldades",

afirmou.

Segundo Marques, outro erro comum do empresário é deixar os números da

empresa

sob a responsabilidade do contador. "Isso não é certo, pois só o empresário

sabe o dia-a-dia de seu negócio. Se ele conhece conceitos de contabilidade

e finanças consegue encontrar soluções com rapidez, evitando que a empresa

deixe de existir por incapacidade de gerenciar problemas", alertou.

OS CUIDADOS PARA AUMENTAR OS LUCROS

- Ter dinheiro em caixa nem sempre é a melhor solução. Esses recursos podem

ser investidos e dar melhor retorno.

- É possível reduzir os custos fixos (aluguel, luz, água, telefone) com

atitudes simples, como cartazes de "feche bem a torneira".

- Atenção ao ativo imobilizado (imóveis, automóveis, etc.). Pode-se alugar

a sede da empresa e fazer leasing dos veículos.

- Não deixe os números de sua empresa apenas sob a responsabilidade do

contador.

- Para ter mais lucro, aumentar as vendas é essencial, mas deve-se evitar

gastos adicionais (em custos fixos e variáveis).

Autor: Paula Freitas

Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA

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