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Algumas pessoas podem decidir coleccionar molduras antigas de prata enquanto outras podem escolher coisas tão obscuras como bonecos do MacDonalds. Afinal, a escolha sobre o que vai coleccionar é sua. Contudo, uma vez tomada a decisão sobre o que vão coleccionar, começa o verdadeiro divertimento. Rapidamente dará por si à procura para onde quer que vá e a olhar para as pequenas montras das lojas de antiguidades por onde passar. Esta é certamente uma grande faceta do coleccionismo. Não só há o gozo pessoal em coleccionar mas, outra razão para coleccionar antiguidades é o valor potencial das peças que possuir. Pense só que tinha guardado aqueles pequenos carrinhos da Dinky Toys com as suas caixas que recebeu quando era pequeno. Ficaria surpreendido com os preços que conseguem alcançar nos leilões de antiguidades hoje.Texto retirado do site: Feiras de Velharias na região de Lisboa Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato (Belém) Feira de Alfarrabistas e Coleccionismo do Chiado Mercado das Colecções (Mercado da Ribeira) Feira de artesanato, antiguidades e velharias do Príncipe Real Feira velharias de Carcavelos Feira de Artesanato e Velharias de Caxias Feira de velharias do Barreiro Feira de Artesanato e Antiguidades de Alhandra – Março a Dezembro Encontro Mensal de Coleccionismo, Velharias e Alfarrabismo – Praça de Londres Feira de Antiguidades e Velharias Odivelas Feiras de Antiguidades e Velharias de Sintra Feira de S. Pedro de Penaferrim - Largo D. Fernando II - 1º sábado Feira de S. João das Lampas - S. João das Lampas - 1º domingo Feira da Terrugem - Terrugem - 2º sábado Feira de Montelavar - Montelavar - 1º e 3º sábado Feira de Antiguidades e Velharias de Colares - Av. Bombeiros Voluntários, 46 (Colares-Viva) - 2º sábado das 09h00 às 18h00 Feiras de Antiguidades e Velharias da região de Leiria Alcobaça - Rua D. Pedro V (junto ao Mosteiro de Alcobaça) - 3º domingo Pombal - Jardim Municipal - 3º sábado Marinha Grande - Praça Stephens - 4º sábado, das 7h00 às 18h00 Vieira de Leiria - Largo da República - 4º domingo, das 7h00 às 18H00 Praia da Vieira - Largo 1º de Maio - 1º sábado, das 7h00 às 18h00 Batalha - Praça M. de Albuquerque - 2º domingo Porto de Mós - Arcadas da Av. Sá Carneiro - 1ª sexta-feira, das 9h00 às 17h00 Leiria - Praça 5 de Outubro (junto aos jardins do Liz) - 2º sábado, das 9h00 às 18h00 Feiras de Velharias do Algarve Albufeira - Largo 25 de Abril - 3º Sábado Lagoa - Ferragudo - Centro da Povoação - 2º Domingo Lagos - Barão de S. João - Centro Cultural (Rua da Mata) - 4º Domingo Loulé - Almancil - Junto à Escola C+S - 2º e 5º Domingo Monchique - Largo de S. Sebastião - 4º Domingo Olhão São Brás de Alportel - Polidesportivo de São Brás de Alportel - 3º Domingo do mês. Feira de Velharias e Numismática de Vila Real de Santo António - Praça Marquês de Pombal - 2º Sábado, das 10h00 às 18h00 Monte gordo - Avenida Infante D. Henrique - 4º Sábado Feiras de Velharias na região do Porto Feira de Antiguidades e Velharias do Porto Porto, Praça Francisco Sá Carneiro - 3º sábado de cada mês das 09h00 às 18h00 Mercado Porto Velho (Porto) Porto, Praça Carlos Alberto (Aos Leões) - de Junho a Setembro todos os sábados de cada mês das 14h00 às 19h00 Feira da Vandoma antiga Feira dos Aflitos (Porto) Feira das colecções (Porto) Feira de Velharias do Centro Recreativo da Foz do Douro Feira de Velharias da Paróquia de Cedofeita Feiras de Antiguidades e Velharias de Sesimbra Feira de Antiguidades e Velharias Quinta do Conde - Mercado Municipal da Quinta do Conde - 2º Sábado Feira de Antiguidades e Velharias Sesimbra - Largo da Marinha na Vila de Sesimbra - 3º Domingo Feira de Antiguidades e Velharias Cabo Espichel - (Abril a Outubro) - Domingo das 10h00 às 18h00 Feira do Disco e do Livro Antigo (Sesimbra), no largo da Marinha - 2º Domingo Feira de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Pinhal Novo Mostra de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Setúbal Feira de Velharias e Antiguidades de Guimarães Feira de Velharias e Antiguidades de Braga Feira de Antiguidades e Velharias de Viana do Castelo Feira de Antiguidades Velharias & Coleccionismo (Torres Novas) Feira de Velharias e Antiguidades de Abrantes - Praça Barão da Batalha - 1º sábado das 09h00 às 13h00 Feira Franca Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias (Figueira da Foz) - Jardim Municipal - 1º sábado das 08h30 às 19h00 Feira das Velharias de Coimbra - Praça do Comércio, em Coimbra - 4º sábado do mês entre as 10h00 e as 19h00 Feira Sem Regras de Coimbra - Convento de Santa Clara a Velha - 1º sábado das 10h00 às 22h00 Feira das Velharias (Aveiro) Feira de Trastes e Velharias da Maia Feira de Antiguidades e Velharias de Santo Tirso - Praça 25 de Abril - 2º sábado Feira de Antiguidades e Velharias de Ponte de Lima Feira de Velharias de Miranda do Corvo - Praça José Falcão - 1º domingo, das 9h00 às 17h00 Mercado de Velharias e Antiguidades (Évora) - Largo 1º de Maio frente à Capela dos Ossos - 2º domingo de cada mês Feira de Antiguidades e Velharias de Elvas - Centro histórico de Elvas - todas as segundas-feiras Feira de Antiguidades e Velharias de Estremoz - Centro da cidade - todos os sábados Feira de Coleccionismo do Funchal - D Regional da Juventude - 1º sábado, das 10h00 às 15h00 Feira de Antiguidades de Alverca do Ribatejo - 1º sábado Feira de Antiguidades e Velharias de Vila Real - Câmara Municipal - 1º sábado Feira de Antiguidades e Velharias de Peniche - Centro da cidade - 1º sábado Feira de Antiguidades e Velharias de Rio Maior - Praça da Republica - 1º sábado Feira das Velharias das Caldas da Rainha - Jardim D. Carlos I - 2º domingo, das 8h00 às !8h00 Feira das Antiguidades da Lourinha - Junto da Igreja - 2º sábado, das 8h00 às 18h00 Feira das Velharias de Óbidos - Cruzeiro da Memória - 1º domingo das 08h00 às 19h00 Feira de Antiguidades e Velharias da Lourinhã - Largo D. Lourenço Vicente - 2º sábado Feira de Velharias em Benavente - em frente à igreja - 4º sábado das 09h00 às 17h00 Entroncamento - Feira de Antiguidades e Coleccionismo, junto ao Pingo Doce - 1º domingo Feira de Velharias da Mealhada, junto à Capela Santa Ana - 1º domingo Desde os símbolos do amor como os Anéis de Noivado até aos símbolos do compromisso como as Alianças de Casamento, a joalharia antiga contém um certo charme que não se compara à joalharia contemporânea. As jóias antigas ou as jóias clássicas são tesouros do passado, um vislumbre e um exemplo perfeito da beleza de uma era passada. A joalharia antiga tem aquela aura especial que nos atrai. É difícil apontar ou precisar exactamente o que é que nos atrai para a joalharia antiga. Talvez por causa da história da peça, ou o seu valor histórico ou o seu apelo elegante, mas o que quer que seja, a joalharia antiga nunca passa de moda. O que é extraordinário na joalharia antiga/clássica é que o seu valor nunca diminui, aumenta sempre com o tempo. Algumas peças podem tornar-se elementos de uma colecção ou de um museu e podem alcançar uma pequena fortuna. Com o passar do tempo o seu valor sobe e a sua importância torna-se proeminente. A joalharia antiga também se destaca ao ser colocada lado a lado ou em conjunto com joalharia moderna. Mas encontrar autêntica, verdadeira joalharia antiga é muito difícil. Joalharia antiga nunca é vendida em centros comerciais e os joalheiros raramente as têm disponíveis. Os únicos momentos em que a pode ver é em exposições de colecções privadas ou reuniões de sociedade. O único modo de adquirir jóias autênticas e originais é através de herança, quando as jóias são passadas como relíquia de família ou durante leilões de joalharia ou vendas ocasionais de proprietários/coleccionadores de joalharia clássica. As peças originais de joalharia antiga são também copiadas e reproduzidas por muitos joalheiros. Muitas vezes vendem-nas afirmando que são exemplares originais de joalharia antiga. Por vezes, é difícil dizer se uma peça é original ou não. Portanto, é importante que compre as jóias antigas apenas a comerciantes e joalheiros reputados, que tenham provado o seu valor no comércio da joalharia antiga. É também importante fazer alguma pesquisa antes de comprar uma peça antiga. Pode fazê-lo facilmente na sua biblioteca local ou na Internet. Os leilões têm muitas vezes catálogos ou folhetos que o ajudarão a compreender, identificar e a conhecer a história e os detalhes de cada peça. Em resumo, procurar e comprar torna-se uma grande experiência assim que conheça o negócio das jóias por dentro e por fora. Tesouros antigos, exóticos e únicos abundam, tudo o que tem que fazer é encontrá-los. E no momento em que encontrar um, a alegria que ele lhe dará nos anos que se seguirem terá valido todo o esforço. Você é um coleccionador de antiguidades? Você é um verdadeiro coleccionador que procura uma antiguidade específica tal como uma certa peça de mobília, um carro único, ou talvez uma pintura antiga que lhe agrade Talvez goste apenas de comprar diversas antiguidades numa escala mais pequena. Isto poderia incluir coleccionar peças mais pequenas tais como brinquedos ou estatuetas. Podem-se comprar muitos tipos diferentes de arte antiga e até uma grande variedade de livros antigos. A chave é saber onde encontrar todas as grandes peças que há por aí. Encontrar as suas antiguidades Portanto, a grande pergunta que muitos coleccionadores fazem é onde encontrar as boas peças. O que torna um coleccionador de antiguidades diferente é o facto de, não importa quanto dinheiro tenha, não pode simplesmente ir ao centro comercial e comprar o que pretende. Literalmente, encontrar os tesouros que procura pode ser tão difícil como “manteiga em nariz de cão”. Quando anda à procura de antiguidades coleccionáveis mas não uma ideia precisa do quê, ou se não quer gastar muito dinheiro, então um mercado de rua é o local ideal para fazer compras. Contudo, se procura algo específico, então há páginas na Internet que lhe podem indicar o local onde as encontrar. Procurar na Internet Há muitas páginas na Internet onde pode procurar antiguidades. Uma coisa maravilhosa na Internet é que traz até si um mundo muito maior. BUSCANTIGUIDADES.COM é uma página que o ajuda a encontrar uma peça específica indicando-lhe com precisão onde procurar. Ebay é outra página muito popular para procurar coleccionáveis. No eBay há pessoas de todo o mundo comprando, vendendo e trocando artigos de colecção e antiguidades. Outro aspecto estupendo em encontrar os seus artigos de colecção “online” é a maior variedade da que encontraria na venda ou exibição local. Se não tem em mente uma peça específica, mas procura em certas categorias como livros, moedas, ou pinturas, websites na Internet, como o BUSCANTIGUIDADES.COM, são um óptimo lugar para procurar este tipo de antiguidades. Joalharia antiga ou louça são artigos também muito populares entre os coleccionadores e podem ser encontrados neste website. É uma das mais maneiras mais fáceis e rápidas para comprar artigos de colecção. Filiar-se em clubes ou grupos Pode igualmente verificar se a sua cidade tem um clube ou grupo de coleccionadores onde se possa filiar. Este poderia ser um modo para se encontrar com outras pessoas que partilham a sua paixão e que poderão guiá-lo a alguns dos melhores lugares para encontrar o que procura. Se não há nenhum na sua cidade, porque não começar você um? Para muitas pessoas, coleccionar antiguidades, é uma paixão. Pode acontecer que, encontrar as peças certas nem sempre seja fácil. Contudo, com perseverança e paciência, acabará por encontrar aquela antiguidade perfeita antiga que procura. As antiguidades podem na verdade fazer com que uma casa pareça imponente e sofisticada se souber o que está a fazer. Contudo, há sempre a possibilidade de se enganar pelo que é necessário uma pesquisa prévia de modo a fazer bem as coisas e a beneficiar a sua casa. Alguma vez pensou em utilizar antiguidades para melhorar a sua casa? Algumas pessoas consideram as antiguidades um pouco fora de moda e nunca pensariam em as ter nas próprias casas, no entanto, elas podem dar um toque de sofisticação sem parecerem intrusivas. Como fazer com que as antiguidades o beneficiem De um modo geral as antiguidades são associadas às casas velhas. No entanto, cada vez mais pessoas estão a começar a utilizá-las nas suas casas modernas à medida que descobrem que elas podem, na verdade, animar o espaço onde vivem. Pode comprar antiguidades numa grande quantidade de sítios e é até possível que as encontre no mercado de rua local. Portanto, o que é que se pode classificar como antiguidade? Bem, geralmente uma antiguidade é “velha”. Pode parecer óbvio mas pessoas ainda hesitam sobre quanto é que uma coisa tem de ser velha para ser considerada uma antiguidade. A melhor maneira de saber quantos anos uma coisa tem é levá-la a um avaliador. Eles poderão dizer-lhe de que período é, o que lhe dirá qual a idade. Deverão também dizer-lhe o seu valor, e as antiguidades são geralmente bastante valiosas! Portanto, assim que comece a perceber o que é uma antiguidade, é então que será capaz de encontrar as coisas diferentes e variadas para a sua casa, que lhe darão aquele pequeno ar antigo. As diversas antiguidades que escolher podem incluir algumas em perfeito estado mas, por vezes, as pessoas preferem algo que mostre a idade. Talvez algo a que falte um pequeno detalhe se ajuste melhor à sua casa? Talvez ande à procura de uma antigo guarda-fatos ou uma cómoda antiga? Hoje em dia, parece ser hábito ter uma cadeira antiga ou peça a condizer na sala de estar. Pode comprar estas peças num antiquário. Um dos aspectos mais importantes a ter em mente é que as antiguidades têm a capacidade de ficar bem num conjunto moderno mas também têm a potencialidade de ficar mal. Nunca deve comprar nada só porque é velho. Se o fizer, corre o risco de ter em casa uma antiguidade que deitará abaixo todo o tom da sala. Ao entrar as pessoas serão de imediato atraídas pela feia antiguidade, num canto. Portanto, certifique-se que fica bem e que se ajustará à restante decoração. Normalmente, é fácil errarmos com as antiguidades mas, se despender algum tempo a pesquisar, adquirirá a capacidade de fazer com que a sua casa pareça fantástica. Gaste algum tempo à procura nos antiquários, se puder, vá a feiras de antiguidades e a leilões. Aprenda a reconhecer o que está e não está na moda e fique com a noção do que ficará bem na sua casa. As antiguidades podem ficar bem mas, você tem de saber o que está a saber.Texto retirado do site: Quando se fala de relógios antigos, referimo-nos normalmente a relógios mecânicos feitos há cinquenta anos ou mais. Os relógios antigos não são lá muito bons a medir o tempo mas, em vez disso, são óptimos presentes ou belas peças de decoração. O negócio de relógios antigos vale biliões de Euros. Contudo, como à uma grande quantidade de imitações no mercado, comprar um relógio antigo exige uma pesquisa cuidadosa. Uma breve história do tempo Algum conhecimento de relógios mecânicos ajudará muito a avaliar a data aproximada de fabrico do relógio antigo. 1500 Peter Henlein, na Alemanha, criou o primeiro relógio de bolso 1660 Christian Huyguens inventou o “remontoir” 1680 é patenteado o mecanismo de repetição para sinos e sons 1700 são utilizados rubis nas partes móveis dos relógios 1750 é utilizado esmalte nos mostradores dos relógios 1800 primeiro relógio de corda 1840 primeiro relógio de dar corda e acertar através da coroa 1914 primeiro relógio de pulso com alarme 1926 primeiro relógio de pulso à prova de água 1956 primeiro relógio a mostrar o dia e a data 1960 primeiro relógio com mostrador à prova de riscos Origens de relógios antigos Encontram-se disponíveis relógios antigos de muitas marcas bem conhecidas tais como Rolex, Omega, Universal Geneve, Angelus, Vacheron & Constantin, Seiko, Benrus, Breitling, Gruen, Zodiac, IWC, Movado, TAG Heuer, Hamilton, Ingersoll, Shakosha (Companhia Japonesa de relógios Citizen) Gallet, Wittnauer, Bulova etc. Há uma grande quantidade de fontes de relógios antigos à venda online. Podem fazer-se boas compras em leilões e mercados de usados mas a autenticidade destes relógios antigos é discutível. A manutenção de relógios antigos A manutenção de um relógio antigo é muito difícil. As peças sobresselentes não se encontram com facilidade e os relógios antigos não podem ser reparados em todos os relojoeiros. Portanto, certifique-se que o vendedor garante a reparação se tal for necessário. A maioria dos relojoeiros proporciona manuais de manutenção para os relógios antigos. Seja cuidadoso ao seguir as instruções. O custo de um relógio antigo Há relógios antigos disponíveis em qualquer lado a preços entre 300 e milhões de euros dependendo do fabrico, data do fabrico, história do relógio e das jóias nele embutidas. O preço de mercado do relógio antigo é estabelecido pela sua beleza e aceitação social. Os relógios antigos são prendas maravilhosas e dão a quem o usa um ar distinto e artístico. Os relógios antigos combinam apelo artístico e encanto nostálgico. Contudo, os relógios antigos são geralmente caros e necessitam de manutenção e atenção cuidadas.Texto retirado do site: As antiguidades são largamente coleccionadas e, como tal, muito valiosas. Tudo o que seja antigo, desde peças em vidro a quadros e mesmo mobília, são passatempos de eleição para muitos coleccionadores. Se colecciona antiguidades de qualquer tipo, quererá que estejam tão protegidas como qualquer outro artigo da sua casa. Esta é uma das razões porque precisará de uma avaliação das suas antiguidades. Quando se trata de proteger os seus investimentos contra roubo, fogo ou azar, poderá precisar de uma avaliação para garantir um seguro para as suas valiosas antiguidades. Uma vez que as colecções nem sempre estão cobertas por um seguro geral de recheio de habitação, muitas indivíduos não se apercebem de que poderão ter de adquirir uma adenda à sua apólice se quiserem proteger os seus investimentos. Uma adenda é apenas uma apólice adicional, que é acrescentada ao seu seguro de recheio e protege os artigos cobertos no caso de sinistro. Ao segurar todo o recheio, incluindo antiguidades, a companhia de seguros quererá saber o valor das peças cobertas. Para isso, é muitas vezes necessário obter uma avaliação profissional de cada peça antiga que quiser incluir na adenda. Esta avaliação das antiguidades pode ser apresentada ao agente de seguros, que a copiará e lhe devolverá o original para guardar nos seus arquivos. Uma avaliação das antiguidades, tal como qualquer outra, conterá uma imagem ou imagens das peças a avaliar, uma descrição e um valor para cada peça em separado ou do grupo na sua totalidade. Ao procurar uma avaliação das antiguidades, é melhor escolher um profissional que tenha muita experiência no campo das antiguidades. Contudo, não uma experiência qualquer, mas uma experiência no campo relacionado com as suas peças. Por exemplo, não quereria um perito em mobílias a fazer uma avaliação das suas peças de vidro. Em vez disso, você confiaria muito mais numa avaliação feita por um perito nesse campo. Uma avaliação de antiguidades pode ser cara, pelo que é importante procurar e comparar preços de diferentes profissionais. É importante gravar em vídeo toda a sua colecção, bem como tirar as suas próprias fotografias e descrever por escrito cada peça antes de as entregar a um avaliador. Se o impensável acontecer e a sua colecção se perder, for danificada ou roubada, ficará contente por ter uma avaliação das antiguidades e as tiver coberto com uma adenda à sua apólice de recheio da habitação. Nalguns casos, antiguidades ou outros artigos coleccionáveis podem estar cobertos por uma apólice geral e não exigirem uma adenda em separado, mas este é um caso que é melhor verificar com cada uma das companhias de seguros.Texto retirado do site: O comprador de bens furtados, mesmo que alegue não ter conhecimento da origem criminosa destes objectos, é passível de ser acusado de "receptação", crime punível pelo artigo 231.º do Código Penal. É que o mesmo Código prevê o dever de informação prévia sobre a legitimidade da proveniência do objecto. Eis alguns tópicos simples que o poderão ajudar a não infringir a lei: 1 - Desconfie das chamadas "pechinchas", ou seja, quando o preço pedido pelo objecto não equivale ao seu valor real no mercado. 2 - Certifique-se da identidade e do endereço do vendedor e registe estes dados. 3 - Consulte as listagens de obras de arte furtadas inseridas na página da Internet da Policia Judiciária e no volume "OBRAS DE ARTE MAIS PROCURADAS" da Directoria da Polícia Judiciária de Lisboa. 4 - Se ainda assim a sua incerteza se mantiver, não compre. Se tiver razões para acreditar que determinada peça que se encontra à venda é furtada, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Se encontrar um objecto seu furtado à venda, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade, antes de se confrontar com o comerciante. Se tiver alguma informação sobre actividades ou pessoas ligadas a furtos desta índole, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Não será imprescindível identificar-se.Texto retirado do site: Todos os anos a Polícia Judiciária recupera centenas de objectos furtados. Mas, por vezes, torna-se difícil identificar os respectivos proprietários. Eis algumas medidas preventivas muito simples que poderão fazer toda a diferença e prestar-lhe uma enorme ajuda se algum dia precisar de recuperar um objecto que lhe foi furtado: 1 - FOTOGRAFE AS SUAS PEÇAS OU REGISTE A SUA IMAGEM EM VÍDEO: Mostre o objecto de vários ângulos e a diversas distâncias; 2 - MARQUE A PEÇA DE PREFERÊNCIA DE MODO APARENTEMENTE NÃO VÍSIVEL, SÓ PERCEPTÍVEL A QUEM TENHA CONHECIMENTO DO FACTO 3 - FAÇA UMA BREVE DESCRIÇÃO DAS SUAS PEÇAS QUE INCLUA: Tipo do objecto Materiais e técnicas Medidas Inscrições e marcas Títulos e assuntos Autores Data ou época de fabrico Se seguir todas estas indicações, o resultado será uma ficha mínima e individual da peça que funcionará como uma espécie de bilhete de identidade do objecto. 4 - GUARDE ESTA DOCUMENTAÇÃO EM LOCAL SEGURO Não guarde a documentação no interior de algo que possa ser furtado. 5 - SE ENCONTRAR UM OBJECTO SEU FURTADO À VENDA: Nesta situação contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade, antes de se confrontar com o comerciante. Se tiver razões para crer que determinada peça que se encontra à venda é furtada, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Se tiver alguma informação sobre actividades ou pessoas ligadas a furtos desta índole, contacte a Directoria ou Inspecção da Polícia Judiciária da sua localidade. Não será imprescindível identificar-se.Texto retirado do site: Limpar peças de vidro e porcelana antiga deve ser feito com o maior dos cuidados. Antes de lavar a sua peça de porcelana deve remover primeiro a poeira e a sujidade. Para porcelana antiga não restaurada pode usar um pincel macio para retirar a sujidade e um detergente suave de máquina para a lavar. Nunca use detergentes abrasivos ou ponha a porcelana na máquina de lavar. Nunca mergulhe completamente a porcelana em água, é melhor usar um pano húmido para limpar as peças de porcelana. Esfregue e limpe com movimentos suaves. Se a peça de porcelana não tem manchas, é melhor deixá-la como está e utilizar um método de limpeza a seco. Enquanto limpa a sua peça antiga deve ter o cuidado extra de a colocar sobre uma toalha ou tecido macios. Se houver necessidade de remover manchas da porcelana antiga pode usar algodão embebido em água oxigenada (20% vol) e amónia. Se necessário pode voltar a humedecer os pedaços de algodão durante a limpeza. O vidro nunca deve ser limpo numa máquina de lavar ou utilizando detergente abrasivo. Lave uma peça de cada vez utilizando detergente suave de máquina ou água tépida. Utilize um balde ou uma bacia de plástico para lavar as peças de vidro. Antes de limpar o vidro, tire qualquer jóia que tenha nas mãos tais como anéis e pulseiras para não ocorra a possibilidade de riscar a sua peça. Se a água for muito alcalina, pense em utilizar água engarrafada ou filtrada em vez da água da torneira. Deve também colocar as peças lavadas e a secar sobre toalhas ou panos macios. Se o vidro que está a limpar estiver manchado por álcool ou uso de água alcalina, pode utilizar ácido cítrico ou vinagre branco com água tépida para o limpar. Para o vidro com aspecto embaciado, o que não é de estranhar, pasta de dentes ou branqueador de dentes dá bons resultados. Basta pôr um pouco de pasta no dedo e esfregar suavemente. Esta acção também removerá manchas de tabaco por estar numa casa onde há fumadores. Para vidro com depósitos minerais ou químicos, pode utilizar o mesmo detergente que usa para limpar os depósitos de calcário que usa para limpar a banheira ou os azulejos. Apesar disso, certifique-se que enxagua rapidamente o detergente. Ao limpar o vidro, é muito importante usar apenas água tépida. Água muito quente ou muito fria pode estalar o vidro. Tenha cuidados extras com vidro muito caro ou vidro antigo trabalhado, vidro facetado ou pintado. A limpeza pode danificar as superfícies. Para vidro muito frágil como esse, talvez seja melhor consultar um limpador profissional. Evite usar ácidos fortes ao limpar vidros mais velhos uma vez que eles podem corroer o vidro e estragar o aspecto do vidro. Depois de limpar as suas antiguidades sejam elas de vidro ou de porcelana deixe-as secar ao ar, depois use uma toalha macia, sem linho, para secar cuidadosamente qualquer excesso de água. Com uma limpeza e manuseamento cuidados, o seu vidro ou porcelana antiga permanecerão belos durante anos. Texto retirado do site:Tópicos úteis para uma melhor segurança
Apresenta-se aqui uma listagem de tópicos considerados úteis para a segurança das colecções. Não tem o propósito de ser exaustiva, nem a pretensão de dar indicações que subitamente resolvam problemas de segurança. Até porque – e isso importa sublinhar - os problemas de segurança nunca estão definitivamente resolvidos; pelo contrário, necessitam de constante e renovada atenção. Os tópicos assim enumerados, embora muitas vezes explicitamente se refiram apenas a "museus", aplicam-se a muitos outros espaços e entidades que alberguem objectos de arte - sobretudo se estiverem abertos ao público - como Igrejas, Conventos, Palácios e Casas Senhoriais públicos ou privados, Bibliotecas, Associações Culturais, Galerias, toda uma vasta variedade de Edifícios Públicos, etc.
Preservação do local: Não mexer nem deixar mexer em nada que possa ter sido tocado pelo assaltante. Comunicação imediata à autoridade – escritos e fotográficos - da peça, para facilitar a sua identificação/recuperação e dificultar a sua circulação no mercado. RECINTOS DE CULTO RELIGIOSO De todas as entidades que albergam objectos de arte, os mais flagelados pelo fenómeno do furto são, como se sabe, os locais de culto católico, até porque a Igreja é detentora de cerca de 70% do património artístico português. Assim, para além dos tópicos atrás referidos, haverá que atender especificamente a: 1. Criação de condições que dificultem o acesso à(s) torre(s) (sineiras) e telhados e, daí, ao interior da igreja, para além do acesso através de portas e janelas, que deverão ser resistentes e estar devidamente protegidas (grades, fechaduras eficazes, alarmes). 2. Solicitação às forças de segurança para passagens rotineiras. 3. Deverá ocorrer a presença física permanente de vigilante que, durante o horário de abertura, deverá ter especial atenção: 4. aquando de visitas turísticas ou de forasteiros e em cerimónias especiais; a objectos que se encontrem junto às portas de saída, altares laterais, etc. 5. Deverá haver um controlo eficaz de chaves 6. Aquando de procissões, haverá que ter atenção a todo o percurso, sobretudo pontos "mortos" intermédios ou finais, em que se deixem imagens e alfaias litúrgicas momentaneamente em local deficientemente vigiado. 7. Toda e qualquer movimentação de peças deverá ser cuidadosamente controlada e a escolha de pessoas que com elas lidam – seja por ocasião de restauro, transporte, procissão, etc., - deverá ser criteriosa. Texto retirado do site: RAFAEL BORDALO PINHEIRO Desenhador, ceramista: 1846 - 1905 Cristina Vaz
QUANDO TUDO ACONTECEU... 1846: Nasce em Lisboa. - 1857: Nasce o irmão
Columbano. - 1860: Inscreve-se no Conservatório. - 1861:
Matricula-se pela 1ª vez na Academia de Belas Artes, Lisboa. - 1863:
Amanuense na Câmara dos Pares. - 1866: Casa com Elvira Almeida. - 1867:
Nasce o seu filho Manuel Augusto. - 1868: 1ª Exposição no salão
da Promotora; é-lhe recusada Bolsa para Roma. - 1870: Publica o Calcanhar
de Aquiles. - 1871: Participação na Exposição Internacional de
Madrid. - 1875: Cria a figura do “Zé Povinho”. Parte para o Rio de
Janeiro. - 1876: Morre a sua Mãe. - 1877: Lança o Psit!!!
- 1878: Lança O Besouro. - 1879: Regressa a Lisboa. Lança
o António Maria. - 1880: Morre o seu Pai. - 1885: Começa o
fabrico da louça artística das Caldas da Rainha. - 1888: Viaja pela
Europa. - 1900: Lança A Paródia. - 1905: Morre em
Lisboa.
POIS BONS-DIAS MEUS SENHORES...
Ainda não se deram bem
conta da minha existência. E sou personagem importante, o meu nome é Zé
Povinho. Lá mais para o fim do
século hei-de ser bem representado mas quem me vai dar vida ainda não nasceu. O país anda às voltas.
Parece que não se entendem. Isto do Rei ter fugido para o Brasil veio trazer
grandes complicações. Ora uns, ora outros, todos querem o poder. Como se não bastasse
a política, juntou-se-lhe uma guerra de irmãos - D. Pedro (o Liberal) , D.
Miguel (o Absolutista). E o poder vai saltando de mãos durante algum tempo até
que as coisas se estabilizem. No meio cá ando eu.
Lá vou observando o que se passa. Não sou político, mas vou tirando as minhas
conclusões. Não é que elas valham muito agora, mas há-de chegar um dia que
todos encherão a boca com o meu nome. Aguento como posso, e quando as coisas me
irritam, encho-me de força. Arreda que vai tudo em frente. Não acreditam? Pois
bem, eu vos conto. Lá por volta de 1842,
estava tudo mais sereno quando um camponês, vindo da Beira, faz um golpe de
direita que o leva ao poder. Não, não é o tal, este chama-se Costa
Cabral e é formado em Direito e o outro será em Finanças. Só que às vezes, com
homens da mesma laia, a história repete-se... A ditadura não é do meu
agrado. Em 1846 vem a proibição de enterrar os mortos nas igrejas. Mais me faz
desconfiar a história dos registos de propriedades. Só me faltava agora
virem mandar nas nossas terras, e ao que consta querem vendê-las aos estrangeiros. Eu rebento. Pego nas
forquilhas, nas enxadas, e vou em frente. Não é o governo que se vem meter
agora nos meus assuntos. A revolta é geral. Depressa se espalha pelo país.
Começo lá no Norte e vou descendo por aí abaixo. Chamam-lhe Maria da Fonte. Mas
eu acho que sou apenas eu - o povo. Repito: o meu nome é Zé Povinho, pois então! Tudo se complica, depressa a revolta se transforma em
guerra civil - é a Patuleia.
QU'INDA AGORA AQUI
CHEGUEI...
Ali para os lados de Alcolena, na casa de Manuel Bordalo
Pinheiro a vida vai rolando. Sempre foi uma família que teve o seu canto
próprio. Têm gosto pelas artes. Não é que não se preocupem com o reboliço a que
assistem. Mas há também outras preocupações. Isto de não se ter mordomias sei
eu bem o que é. Ainda para mais quando há bocas a sustentar, não se pode
esquecer o trabalho. A filha Maria Augusta é ainda pequena e em Março chega
mais um rebento. Rafael, de sua graça. Que tem a criança a ver comigo? Tende calma que lá iremos,
pois então! Rafael vai sendo criado junto do pai. Já assim houvera sido
com a irmã, que cedo ganhou o gosto pelas artes. Do trabalho que se lá faz,
Rafael vai conhecendo os segredos. Desenha, brincando. Não é que o rapaz tem
piada... Bem humorado e sempre pronto a dizer graças. Destes é que gosto
- espertalhão como eu. Quando chega à idade arranjam-lhe trabalho como amanuense na
Câmara dos Pares. Não é coisa que vá durar muito tempo. O rapaz gosta do
teatro. Em 1860 inscreve-se no Conservatório. Ao pai não lhe agrada a ideia.
Isso é lá futuro para alguém... Mas o rapaz é persistente e faz estreia no
Teatro Garrett. Não fará carreira, mas a paixão será para sempre. No ano seguinte será a Academia de Belas Artes. Os desenhos lá vão
surgindo, mas nem sempre nos sítios mais próprios. Não querem vocês saber que nas paredes dos claustros do edifício
onde dá aulas o Professor Jaime Moniz apareceram agora, desenhados a ponta de
charuto, as caricaturas dos mestres. E bem feitas que elas estão. Já lhe
conhecem o jeito, e ali no Martinho da Arcada já se trocam os desenhos. Vejam lá bem que neste mesmo ano vai o Rafael casar. Elvira
Ferreira de Almeida é o nome de sua mulher. Não é o casamento que o acalma.
Afinal aos vinte anos, a paródia não é coisa que se largue assim... Durante a lua de mel aproveita para fazer as caricaturas de
diversas figuras. Guarda-as, pois alguns podem não gostar. Parece bruxo o moço.
Não é que o Castilho, quando sabe da sua intenção de as publicar, faz valer os
seus direitos da amizade com pai... É das poucas cedências que faz na vida. Mas
Castilho acaba por mudar de opinião. Se bem que não ache que seja arte aquilo
que Rafael faz, acaba por lhe dar autorização para publicar a caricatura. Isto
de amizades verdadeiras é bem bonito de se ver. Não é como o resto. Passo
a explicar. Em
1868, Rafael tenta obter uma bolsa de estudo que lhe permitisse ir a Roma. Pois
não lha dão. Justificações também não. Entretanto vai publicando as caricatura
de alguns políticos . Alguém mais atento decide então lembrar-se de lhe
oferecer a tal bolsa. Sempre o calava por uns tempos. Ai valha-me Deus que não
sabem com quem lidam! Como se agora a fosse aceitar. Decide partir. Não para
Roma, mas para o Brasil.
D'ABALADA P'RÓ BRASIL
Ai senhores que grande ano este... Que gosto me deu o rapaz... Eu
cá sabia que nos havíamos de encontrar. Não é que o malandro me fez o retrato?
Não acreditam? Pois vejam A Lanterna
Mágica. Lá estou eu. E que bem que me apanhou. Baixo, um pouco forte,
bigode, chapéu. Bonacheirão, sem deixar de fazer críticas. Mas que ternura meus
senhores, não é que me chama Zé Povinho?
É isso mesmo que eu sou - um Zé do povo. Mas agora com retrato. Nunca alguém
mo tinha feito. Como é que possa largar este rapaz? Não é que agora todos falam O meu amigo também quer ir. Oferta de trabalho já tem. E que rico
pagamento, Mas “qu’é” do Rafael? Onde anda? Deixa que o hei-de o encontrar,
já lhe conheço os segredos. Corre por aí que o Rafael é supersticioso e não quis embarcar no
paquete em que segue um corcunda - dizem que dá azar!! Histórias,
que eu cá não vou nelas. Os motivos são outros... Pois sim senhor, eu vos digo,
mas chiu, que é segredo. Ouvi-o falar com amigos. Todos lhe dizem que é melhor levar carta
de recomendação. Sempre se safará melhor nas Terras de Vera Cruz. Não vos
preocupeis que sabe onde bater. Há um grupo de gente, com tradições e segredos, que têm membros
por todo o mundo - chamam-lhes maçons.
Ajudam os seus companheiros, e lá darão uma carta a Rafael. Mas para isso é
preciso que seja membro, e quando entrou já o paquete dos seus amigos tinha
partido. Como é que eu sei? Mas não houvera eu de ler o documento, com data de
16 de Agosto? Não me perguntem como, que eu não sou homem de traições. Mas deixai-me ir depressa, que se não fosse o jornal ainda lhe
perdia o rasto: Parte hoje para o Brasil, Rafael Bordalo Pinheiro, afasta-se
de nós um artista notável, talento originalíssimo e fecundo, de quem a
nossa folha saudou os primeiros trabalhos, e indicou ao público o merecimento,
e que tanta influência tem tido no desenvolvimento das publicações ilustradas.
Que ele seja feliz e que volte à Pátria, com fartos produtos do seu trabalho, é
o nosso voto de amigo sincero.
Pois chegamos ao Brasil, que eu agora não o ia deixar sozinho.
Ainda para mais que deixou mulher e filhos em Portugal. Trabalho já cá tem. N’ O
Mosquito. Não se ficará por aí, pois até ao regresso ainda irá publicar
o Psit!!! e O Besouro. Quem não ficou contente foi o italiano que foi forçado a ceder-lhe
o lugar n’ O Mosquito. Cá
para mim isto ainda vai dar problemas. Cheira-me, e não me costumo
enganar... Ao fim de um ano no Brasil é tempo de vir a mulher e a filha. O
filho, o Manuel Augusto ficou em Lisboa, pois já tem estudos para fazer. Podia ficar rico aqui, mas que não é homem de se vender já eu vos
disse. Então não é que alguém lhe ofereceu um cheque em branco para lá pôr o
que quisesse. Basta que se cale com aquela história do ministro conservador
estar metido com os contrabandistas. Olha lá, era só o que faltava! Como se não bastassem os políticos, aquele italiano também lhe
anda a dar que fazer. Eu não vos disse ? Cá o Zé pode ser do povo mas não é parvo. Eu logo vi que aquele Angelo
Agostini de anjo não tinha nada. Há três anos que não larga a perna do
meu rapaz. E caramba, um homem também se enche. As coisas começaram a azedar, e nada melhor que umas intrigas para
fazer romance. Andam por aí umas histórias que as divergências tiveram origem
por ocasião da exibição de duas óperas Guarany - italiana e Eurico -
portuguesa. Mas aqui para nós sabemos bem que o motivo foi outro. Depressa, o italiano começa a atacar Rafael. Como armas o desenho,
as publicações. Rafael vai aguentando até onde pode, mas já não pode muito
mais: “.... não estamos filiados em nenhum partido; se o
estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira
é a VERDADE. Não recebemos inspirações de quem quer que seja e se alguém se
serve do nosso nome para oferecer serviços, que só prestamos à nossa
consciência e ao nosso dever, - esse alguém é um infame impostor que mente.” “Verdade” e “consciência”! “Infame impostor”! Ora agora é
que a arranjaste bonita Rafael. E nem sonhas com quem te metes. Não te esqueças
que o italiano não está sozinho. Ou não tivesse saído ele d’O Mosquito por causa dos compadrios políticos. Tu tem cuidado
homem. Não me ouves dizer tantas vezes “quem te avisa teu amigo é”? E pronto, aconteceu. Primeiro foi um que tentou apunhalá-lo.
Depois safou-o o vizinho que denunciou o homem que o esperava perto de casa
para lhe bater na cabeça. Quem lhe pagou para desempenhar a tarefa não se
sabe ao certo. Mas as ameaças continuam. D.
Elvira, a mulher de Rafael, já há muito que lhe pede para regressarem a
Portugal. E agora com estas ameaças é mais fácil tomar decisões. Pois
regressemos que se faz tarde, e lá também há que fazer.
...E UM DIA REGRESSEI...
Cá pelo país está tudo
diferente e tudo na mesma. As lutas pelo poder continuam. Os partidos
sucedem-se. Ainda há algum tempo Ao saberem do nosso
regresso já vieram oferecer-lhe novamente o lugar de amanuense na Câmara dos
Pares. Rafael tem outros projectos. Não é agora que vai largar as publicações.
Ainda para mais já há um capitalista para o ajudar no projecto. Vamos ao
trabalho que o primeiro número de António
Maria ainda tem que sair este ano. Ainda é mais cedo do
que pensávamos. Pouco barulho que o Rafael já está a fazer a apresentação do
jornal: “Fará
todas as diligências para ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços
titânicos para, de quando em quando ter graça. Possuído destas duas
ambições, claro está que o António Maria não tem
outro remédio, na maioria dos casos, senão ser oposição declarada e franca aos
governos e oposição aberta e sistemática às oposições ...” Os colaboradores dos jornal
são gente conhecida, entre eles estão Ramalho, Guilherme Azevedo,
Junqueiro e eu, claro! Sim, porque agora nunca nos separamos. Ás vezes
parecemos um só. Partilhamos opiniões e vamos tecendo comentários. Ainda para
mais temos os mesmo ideais políticos - uma república. É isso que queremos para
o nosso país. Que é difícil já o sabemos, pois parece que este país teima em
avançar a passo de caracol. Pudera, da forma que as coisas estão... Os
políticos discursam sem nada dizer. A Igreja vai vivendo dos rendimentos, e bem
bons que eles são. E cá o Zé vai
continuando ora com “albarda” às costas, ora a apertar o cinto. O jornal começa a
incomodar. O capitalista que o financia decide cortar as verbas como represália
contra o facto de se terem metido com o seu partido. Mas amigos é coisa que não
nos falta. Todos juntos conseguem reunir o dinheiro necessário para as
despesas. Não é agora que vamos perder a independência. Em 1885 as coisas
complicam-se ainda mais. O governo estabelece medidas censórias. Chamam-lhe a
“Lei da Rolha”. Não será esta a única que vez que a instituem. Aqui os rapazes decidem
expressar o seu descontentamento. Rafael sugere que todas as publicações se
suspendam por oito dias como medida de protesto. Para alguns a ideia é aceite.
Outros não perdem a oportunidade de criticar o meu rapaz: “Ó Bordalo, a ti não
te faz diferença. O António Maria
só sai uma vez por semana....” Ora bolas! Ele há coisas
que nos ofendem! Pois sim senhor! Para que não haja dúvidas quanto ao que
pensamos o António Maria deixará
de ser publicado, mas umas palavrinhas terão que ser ditas: Eu não pertenço ao
ajuntamento dos jornalistas, por isso que estou sozinho e não há ajuntamentos
só de uma pessoa; eu não pertenço ao grupo monárquico, porque este me chama de
revolucionário; eu não pertenço ao partido republicano, porque este me alcunha
de vendido. Nestes termos, não podendo ser nem político, nem jornalista vou
fazer-me simplesmente operário, o que talvez venha a ser alguma coisa.
BOAS NOITES MEUS SENHORES, VOU-ME EMBORA POIS ENTÃO
Se
o disse há que fazê-lo. Rafael vai ser operário. Já há algum tempo que a
cerâmica lhe desperta o interesse. Nas
Caldas da Rainha existe uma antiga tradição na cerâmica, embora as coisas
estejam agora um pouco paradas. Ora aqui está mais um desafio. Bom sítio para
Rafael fundar uma fábrica. As peças que cria são
inovadoras, embora de inspiração naturalista. Já sei, até parece que o Rafael
se acalmou. Mas vocês acham que era agora que isso ia acontecer.... nem pensem.
A cerâmica vai também servir para aparecerem tipos característicos da nossa
sociedade. E eu, claro que também estou no meio, e exprimindo o que faço com um
gesto bem simbólico: o manguito (à portuguesa), a banana (à brasileira). Muitos
não me conhecerão de outra forma. É mesmo um brincalhão o meu rapaz. Nem com a
idade lhe toma o jeito. Não perde a oportunidade de fazer uma brincadeira. Ainda noutro dia ao saber
que um médico, que em tempos não lhe cobrara consulta apreciava um peça
sua, decidiu enviar-lhe um cão de cerâmica. No bilhete escreveu: “Preguei-lhe o cão!” Mas se pensam que foi agora
que deixou as publicações estão muito enganados. Tinham passado três meses do
encerramento do António Maria
quando apareceu Os pontos nos ii.
Rafael vai estando com um pé nas Caldas, outro em Lisboa. De qualquer forma
sempre tem o filho Manuel Augusto no jornal. Este já lhe segue as pisadas. Olha que esta agora!! Não é
que a Inglaterra decidiu meter-se nos nossos assuntos? Diz que temos de tirar
as tropas do centro de África - um ultimato!!! É no que dá a história das
“velhas amizades”. O que eles querem é acabar com o nosso sonho de criar um
grande império. Aqui já não há partidos, que somos todos patriotas... Anda daí
Rafael, que temos que estar mais tempo em Lisboa. Que governo que temos...
tanto barulho que se fez e acabaram por ceder aos ingleses. Isto de monárquicos
é o que dá. Ai que lá vou eu outra vez. Lá no Porto, a 31 de
Janeiro de Rafael continua a
desenvolver a sua fábrica. Ao lado de peças de cerâmica elaboradas surgem
também figuras de costumes. Chegamos a 1900. Rafael
lança agora A Paródia. “A
caricatura ao serviço da tristeza pública “ diz ele. Será que eu sou um Povo
triste? Mas não desanimemos
que o Rafael continua a trabalhar. Olha lá vai ele para o Porto. Desta vez tem
a seu cargo a decoração dos Fenianos para os festejos de Carnaval. Não o largo desde que
chegou. Não lhe fizeram bem os ares do Norte. Não sei o que tem. Desde o dia 29
de Janeiro de 1905 que adormeceu. Descansa amigo que eu cá vou continuando.
Daqui a cinco anos vem a República. Um dia irei contar-te. Essa e outras
histórias que me ensinaste a viver.
Tá na hora de partir Texto
retirado do site: http://www.vidaslusofonas.pt/rafael_b_pinheiro.htm Cartões Postais, Bilhetes-postais: pedaços de vida
Quem não guarda nas gavetas das
recordações, ou entalados nos livros a servir de marcadores, uns quantos
postais que comprou em viagem ou que alguém enviou com uma mensagem feliz e
descontraída a partir de um qualquer paraíso terrestre? Mesmo os praticantes
fervorosos dos sms, dos twitter e demais ofertas electrónicas, que em tempo
real fazem chegar a mensagem ao destinatário, já se viram tentados a meter na
bagagem postais da Torre Eiffel, do Big Ben, do Bom Jesus de Braga, das
paisagens idílicas das Bermudas ou das praias algarvias. A compra da imagem de
um monumento ou paisagem do local em que nos encontramos tem um sabor especial.
Pode guardá-la para recordação ou enviá-la por correio com uma mensagem breve,
partilhando assim um sentimento fugaz e único com alguém que está longe. Um
misto de sensações que nos estão vedadas pela parafernália electrónica. Porque será?
Um pedaço deste lugar
Retratos de um povo feliz
O visível e o invisível
Correio dos apressados
Contaminação permanente
Texto retirado do: Notícias
Magazine SakiLabels: Art, Nepenthe
You have so
many fridge magnets that earth's gravitational pole has moved to Linked From Here Food for
Thought Editoras /
Publishing Houses Blog Roll Solidarity Daily Browsing Architecture Ideas of mine Environment Comics The Web Bibliografia: www.livrariamelhoramentos.com.br http://www.investarte.com Feiras: www.guiadacidade.pt/portugal/?G=artigos www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/guia/?Canal=167 http://feiraantiguidadecamp.blogspot.com Antiquários: http://www.donnaurraca.pt http://www.ephebos.net http://www.fhcantiguidades.com http://www.ilidiocruz.com http://www.jorgewelsh.com http://www.murteira-antiguidades.com http://www.manuelcastiho.com http://www.apa.pt/pab http://www.seculospassados.com http://www.caminhodosantiquarios.com.br http://www.artecom.pt http://www.casa-darte.com http://www.companhiaindias.com Restauradores: http://www.mrpinball.com.br http://www.bairrovilaolimpia.com.br http://www.stamford.com.br Brechós: http://www.brechoateliedonarosa.blogspot.com http://www.casadosbrechos.com http://www.brechocharisma.tk Institutos de pesquisa
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http://www.reliquias.net Revistas http://www.impactovirtual.com.br · Colocar o leque junto ao coração: conquistou meu amor · Colocar o leque fechado junto ao olho direito: quando posso vê-lo de novo? A que horas, é respondido pelo número de varetas. · Tocar com a mão no leque ao abaná-lo: o meu desejo era estar sempre junto de ti. · Acariciar o leque fechado: não seja tão imprudente. · Tocar com o leque meio aberto nos lábios: pode me beijar · Unir as mãos debaixo do leque aberto: não traia nosso segredo. · Esconder os olhos atrás do leque aberto: amo-o · Fechar muito devagar o leque: prometo casar consigo. · Passar o leque pelos olhos: peço desculpas. · Tocar a extremidade do leque com o dedo: quero falar consigo · Tocar o leque na face direita: sim. · Tocar o leque na face esquerda: não. · Fechar e abrir o leque várias vezes: você é cruel. · Deixar cair o leque: nós vamos ser amigos. · Abanar o leque muito devagar: sou casada. · Abanar o leque muito depressa: estou comprometida. · Levar o cabo do leque aos lábios: beije-me. · Abrir todo o leque: espere por mim. · Colocar o leque na cabeça: não se esqueça de mim. · Fazer o mesmo movimento com o leque, estendendo o polegar: adeus. · Segurar o leque na mão direita e em frente à face: siga-me. · Segurar o leque na mão esquerda e em frente à face: estou desejosa de o conhecer. · Colocar o leque junto da orelha esquerda: quero ver-me livre de si. · Passar o leque pela testa: você mudou. · Rodar o leque com a mão esquerda: estamos a ser observados. · Rodar o leque com a mão direita: amo outro. · Segurar o leque na mão direita: você está sendo muito precipitado. · Texto de um quadro exposto num castelo de Sintra, Portugal. Evite colocar uma obra de arte junto a paredes que recebam muito calor e umidade. Opte por um local arejado e seco, longe de janelas e portas que recebam muita poluição, luz e chuva. As variações de temperatura e umidade podem afetar a obra, provocando rachaduras e descolorindo a policromia.
Principais causas de deterioração de fotografias: - umidade e temperatura; - poluentes ambientais; - exposição prolongada à luz; - ataques de fungos e insetos; - manuseio e arquivamento incorretos; - vandalismo. Alguns materiais plásticos acessórios adequados para o acondicionamento de fotografias: - poliéster: vendido no mercado em forma de porta-fotografias e porta-negativos; em bobinas, sendo então cortado e dobrado para preparação de envelopes. - polietileno: existente no mercado em forma de embalagens. - Triacetato de celulose Limpeza Limpe suas fotografias com um pincel soprador, para a retirada de poeira e sujeiras. Nunca limpe suas fotografias com álcool, água, benzina ou amônia. Recorra a um especialista em caso de detectar manchas de gordura ou ataques de fungos. Recomendações Gerais Não use clipes e não grampeia sua fotografia. Não escreva em fotografias com caneta. Faça anotações com lápis macio no verso das fotos. Não use fita adesiva, etiqueta adesiva ou cola diretamente sobre a fotografia. Ao segurar a fotografias ou negativos não coloque os dedos sobre eles. Pense antes de agir. Trate as fotografias e negativos com respeito. Poderão ser a única ligação com seu passado. Para saber mais sobre conservação leia: BURGI, Sérgio. Introdução à preservação e conservação de acervos fotográficos. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura, 1988. CADERNO Técnico: planejamento e prioridades. Rio de janeiro: projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos: Arquivo Nacional, 1997. JARINA o marfim vegetal que causa furor entre os estilistas de jóias. A jarina é a noz do fruto da palmeira de marfim (Phytelephas seemannii, Phytelephas macrocarpa) explorada desde a época colonial e conhecida como marfim ou mármore vegetal.
Cresce no Japão a demanda por jóias, selos pessoais e outros acessórios elaborados a partir das presas de elefantes em perigo de extinção TÓQUIO.- O apetite insaciável do Japão pelo marfim está novamente sob o fogo dos ambientalistas, enfurecidos, desta vez, por uma campanha publicitária: diversas empresas que comercializam artigos confeccionados com este material, procedente das presas de elefantes em risco de extinção, publicaram uma série de anúncios nos jornais mais importantes do país. “Os selos de marfim trazem boa sorte”, dizia em meados de agosto um anúncio no Mainichi Shinbun, influente diário japonês. Sob este título, o Centro de Produtos Especiais Yamanashi, companhia atacadista do oeste do Japão, apresentou uma série de fotos cativantes de selos pessoais, ou “hanko”, um dos principais artigos produzidos a partir do marfim. Nem sempre possuir muito dinheiro no caixa é bom para a empresa. Da mesma forma, algumas vezes não vale a pena ter sede e frota próprias. Apesar de parecer estranho, repensar essas questões pode significar mais capital de giro disponível ao longo do tempo, o que pode diminuir, ou até mesmo acabar, com a procura por empréstimos bancários. "O Brasil ainda possui a mentalidade de que o melhor é ter imóvel próprio, carro próprio. Não é sempre que isso é verdade", explicou o professor da Finder & Finance Treinamento e Assessoria e mestre em administração de empresas pela Universidade do Rio de Janeiro, Fernando Marques. Para ilustrar, o professor dá o seguinte exemplo: um empresário procura uma sala de 30 metros quadrados na Avenida Luis Carlos Berrini, em São Paulo. O imóvel custa R$ 70 mil e o aluguel, somado ao condomínio, sai por R$ 1.000 mensais. Qual a melhor opção? "Certamente é alugar. Apesar da boa localização, o imóvel sofrerá depreciação e, quando quiser vendê-lo, o empresário terá de reduzir o preço. Se considerarmos ainda o momento atual, recessivo, para vender o imóvel o preço ficará muito abaixo do valor de compra, o que resultará em perda de dinheiro". No caso dos veículos, acontece o mesmo. Nesse caso, o leasing pode ser uma alternativa, desde que a taxa seja negociada. "Nunca aceite a primeira taxa apresentada pela empresa de leasing. Negocie muito, pois, em tempos difíceis, todos querem clientes", afirma Marques Quando o assunto é fluxo de caixa, ponto fundamental para as pequenas e médias empresas, até o estoque passará a ter uma gestão financeira. O ideal é que a quantia de produtos estocados seja a menor possível, sem prejudicar o atendimento aos clientes. "A manutenção do estoque gera gastos, como aluguel de galpão, iluminação, segurança. Com o mínimo de estoque, seja antecipando a produção ou mesmo deixando para comprar um dia antes da entrega do pedido, é possível reduzir os gastos. O valor economizado pode ir para o caixa", disse. Pequena indústria O gerenciamento do estoque e da demanda tem um peso ainda maior para as pequenas indústrias. Nesse caso, despesas com matérias-primas podem ser maiores no caso de crescimento da procura, já que muitos insumos são importados. Em tempos de desvalorização da moeda, o gasto será muito maior. Além dessa despesa, o aumento da procura pelo produto implicará permanência dos funcionários na empresa, ou seja, mais gastos com horas extras. "Por isso, o ideal é sondar clientes habituais em intervalos menores. Outro ponto é a negociação com fornecedor, tanto no aspecto quantidade de mercadorias, como na forma de pagamento. Numa indústria, cerca de 40% dos custos do empresário são com mão-de-obra. Aumentar essa participação pode signficar dificuldades", afirmou. Segundo Marques, outro erro comum do empresário é deixar os números da empresa sob a responsabilidade do contador. "Isso não é certo, pois só o empresário sabe o dia-a-dia de seu negócio. Se ele conhece conceitos de contabilidade e finanças consegue encontrar soluções com rapidez, evitando que a empresa deixe de existir por incapacidade de gerenciar problemas", alertou. OS CUIDADOS PARA AUMENTAR OS LUCROS - Ter dinheiro em caixa nem sempre é a melhor solução. Esses recursos podem ser investidos e dar melhor retorno. - É possível reduzir os custos fixos (aluguel, luz, água, telefone) com atitudes simples, como cartazes de "feche bem a torneira". - Atenção ao ativo imobilizado (imóveis, automóveis, etc.). Pode-se alugar a sede da empresa e fazer leasing dos veículos. - Não deixe os números de sua empresa apenas sob a responsabilidade do contador. - Para ter mais lucro, aumentar as vendas é essencial, mas deve-se evitar gastos adicionais (em custos fixos e variáveis). Autor: Paula Freitas Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA |
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